quinta-feira, 21 de maio de 2015

De que tipo de líder precisamos no Brasil ?


É comum as pessoas pensarem que qualquer ocupante de cargo de comando exerce a liderança. Na percepção da maioria todos os Chefes de Estado seriam líderes. Podem até ser. Mas o que precisamos não são apenas de chefes ou fracas lideranças, mas de líderes de qualidade, líderes que indiquem caminhos sustentáveis para a sociedade em que vivem. Líderes que tenham a coragem de promover as mudanças necessárias. Líderes que inspirem outras pessoas a seguirem o mesmo caminho, através do convencimento, da grandeza de visão, de exemplos cotidianos baseados em princípios e na confiança.


Por onde andam os líderes que todos nós precisamos? Na política, serviço público, esportes, empresas, universidades, religiões? Por onde? Como está difícil encontrá-los nos dias de hoje! 

CRUZAMENTOS



Quantas pessoas já perderam a vida em CRUZAMENTOS? É preciso intervir para elevar atrito na pista e melhorar a sinalização tanto vertical como horizontal. Em cruzamentos mais perigosos, deve-se aumentar a aderência pneu-pavimento, para que os motoristas possam ter pilotos automáticos acionados e redobrar atenção.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

EDUCAÇÃO
CAMINHO PARA GARANTIR UMA ALAGOAS SUSTENTÁVEL
UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO            

Quais são as bases para uma Educação Integral, Cidadã e de Qualidade com formação de pessoas proativas e empreendedores sociais em Alagoas? 

        Os governos estão focados com a quantidade de pessoas nas escolas, mas não demonstram o mesmo foco em relação à qualidade, ou não conseguem, por diversos motivos. São vários os fatores que determinam uma Educação no caminho da excelência. Noruega e outros países como os EUA podem servir de modelo para inovação nos processos educacionais.

Como promover uma revolução no ensino médio e profissionalizante de Alagoas, educar as pessoas, para que a partir do poder transformador da aprendizagem completa, integral e empreededora, aumentem suas competitividades no atual mundo complexo, incerto, da velocidade do conhecimento, cheio de turbulências e de riscos?

A análise da qualidade do sistema educacional de Alagoas mostra falhas cruciais nos três ativos: físico, orçamentário-financeiro e humano. Não há integração nem eficácia entre os diversos sistemas e subsistemas internos da Secretaria de Educação do Estado.
        
As escolas públicas não preparam os alunos para o mundo atual. No século XXI, é imprescindível ampliar competências e, sobretudo, adotar projeto e metodologia pedagógica, que permitam ao estudante aprender a pensar e agir de forma sistêmica, com capacidade de liderar a si e outras pessoas. Promover o autoconhecimento, exercitar mentes em todo o potencial, facilitar na identificação ou descoberta de sonhos individuais dos alunos e orientar para que coloquem no papel ou no computador, a fim de permitir que o propósito mental (automotivação) de cada um trabalhe na direção da concretização. Além disso, preparar para a cidadania. Tudo isto precisa e deve ser feito, já a partir do ensino fundamental e dos primeiros anos de escola.

         As falhas na formação educacional começam ainda nos primeiros anos de escolaridade e se estendem até níveis superiores. Os estudantes não adquirem a capacidade para utilizar, simultaneamente, as três inteligências: lógica, emocional e operacional. Estudam, aprendem algo, mas permanecem com partes do cérebro subutilizadas. Isto faz com que os resultados obtidos não sejam os melhores, tanto na vida pessoal como profissional. É necessário mudar projeto pedagógico – grade curricular, metodologia de ensino, e melhor aproveitar o potencial dos estudantes. Os sistemas administrativos e educacionais precisam ser processados no caminho da eficácia e da eficiência, ou seja, primeiro fazer o que precisa ser feito e, segundo, de modo bem feito.
         
         Se desde o início da vida escolar forem trabalhadas outras inteligências dos alunos como a intrapessoal, interpessoal, autocontrole, capacidade empreendedora, certamente, um maior percentual de estudantes levará para a vida pessoal, profissional e social, posturas – comportamentos e atitudes, que permitirão uma convivência social equilibrada e resultados mais positivos.

     As novas tecnologias disponíveis para a Educação precisam estar inseridas no ensino médio e profissional, serem utilizadas de modo pedagógico e didaticamente corretos, facilitando o uso de metáforas, histórias e casos reais, para permitir que um leque maior de conhecimentos sejam repassados e absorvidos.


     Dessa maneira, dar-se-á um salto de qualidade na formação de estudantes do ensino médio e futuros profissionais com competências e inteligências voltadas ao século XXI.

      Gestão da Secretaria de Educação
       O fator mais importante para que a Gestão da Educação no Estado de Alagoas consiga trabalhar em equipe e venha a obter os resultados desejados é o nível de confiança entre o corpo docente, corpo administrativo e a alta direção da secretaria.

Vários casos administrativos mostram que, quando há alto grau de confiança, garantida a partir da integridade das ações do gestor e de outras competências colocadas em prática – técnica, humana, conceitual, o processo de trabalho flui com maior motivação e produtividade.

A implantação de um clima organizacional interno de sinergia positiva é essencial, para que as metas e objetivos traçados possam ser plenamente alcançados.

Metas e propostas para o período de 2015 a 2018
          Algumas metas são importantes para garantir os resultados desejados:

         - Implantação de um processo de administração eficaz nos três ativos da Secretaria de Educação. Sem isto, não há como ter excelência na educação;

      - Implantação de um sistema de manutenção da estrutura física das escolas com planejamento e execução de serviços preventivos e corretivos para o período de férias escolares. Eventualmente, em casos isolados, os serviços poderão ser feitos nos horários em que não houver aula, por exemplo, aos sábados e domingos;

         - Criação de um setor ligado ao gabinete do secretário(a) para elaborar projetos educacionais específicos, com o objetivo de captar recursos extra-orçamentários junto ao MEC e outras instituições públicas ou privadas;

         - Implantação de um programa de tempo integral nas escolas (naquelas que for possível), que prepare os alunos nas 4 necessidades: mental, física, emocional/social e espiritual;

         - Implantação de um programa estratégico com o objetivo de aproximar os pais das escolas e integrá-los no processo de formação e educação dos filhos;

         - Investir em bibliotecas atualizadas e implantar projeto, que facilite o hábito da leitura junto aos estudantes.

Outras propostas gerais:
- Avaliar casos pontuais de falta de vagas nas escolas; usar sistemas de informação para melhorar a eficiência das matrículas e distribuição de vagas;

- Aumentar número de vagas;

- Implantar gestão em rede nas escolas, para ajudar a racionalizar a aplicação dos recursos e a criar homogeneidade no desempenho educacional;

- Reduzir custos por meio do aumento da eficiência administrativa;

- Criar incentivos para que os pais monitorem a frequência dos filhos e a qualidade de ensino;

         - Aumentar a carga horária das aulas de português e matemática;
         - Investir em políticas de valorização profissional de professores;
- Garantir gestão democrática nas escolas da rede estadual;

     - Aumentar o tempo de planejamento dos professores no local de trabalho;

- Avaliar o número de alunos por sala de aula;

    - Atualizar o plano estadual de Educação com participação das comunidades;

         - Investir nos professores e gestores escolares, por meio de formação continuada, melhoria das condições de trabalho e preparar gestores, para que usem novos paradigmas no processo administrativo;

      - Celebrar um pacto social em prol da valorização da escola e dos profissionais da educação;

         - Resgatar a dignidade e o respeito ao professor, através de conceitos cívicos básicos de respeito à vida e à convivência;

      - Dotar as escolas de infraestrutura tecnológica, coerente com o momento vivido; biblioteca com acervo de qualidade;

      - Implementar experiências de colaboração interestaduais, com a participação e comprometimento do Estado e da União;

        - Implementar e fomentar mecanismos de gestão democrática e controle social das políticas educacionais no âmbito do Estado;

          - Implementar políticas efetivas de valorização do magistério;

          - Produção e sistematização de índices quantitativos e qualitativos para avaliar o processo de inclusão periodicamente;

          - Elaboração de políticas de inclusão que promovam e facilitem o estabelecimento de vínculos entre os alunos com e sem deficiência;

           - Inserção do tema da inclusão nas reuniões dos conselhos de escola e no Conselho Estadual de Educação, através de ampla participação dos atores envolvidos;

           - Promoção de cursos de formação continuada na área da Educação especial/inclusiva;

            - Ampliação das parcerias com as instituições especializadas, com o aporte de recursos do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), para a oferta do atendimento educacional especializado no contraturno da escola regular;

      - Implantar cultura de automotivação nas escolas por parte de professores e pessoal administrativo, no sentido de inspirar alunos a descobrir a energia motivacional que está dentro deles.


       Estas são apenas algumas das propostas que promoverão uma mudança nos resultados e criarão condições para se fazer uma revolução na Educação de Alagoas, com reflexos futuros quer seja na convivência social, como no aspecto econômico e ambiental, formação de empreendedores sociais, geração de empregos e renda.



Edinaldo Marques
Professor desde 1976 (35 anos de ensino), dos quais 34 na Ufal
Engenheiro Civil
Pós-Graduado em Administração de Empresas
Palestrante e Consultor
Membro da Academia Maceioense de Letras
Autor de 4 livros
@EdinaldoMarques (twitter)
@EdinaldoMelo (facebook)
edinaldo_melo50@hotmail.com


 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

RECAPEAR NÃO É O ÚNICO REMÉDIO


Saiu nos telejornais de hoje a notícia de que Maceió passará por um recapeamento de suas ruas e avenidas. A estimativa inicial é de 50 km de vias.

Apesar de ser uma solução técnica para muitos casos, não é a única solução que deveria ser adotada. Há ruas que precisam de um “remédio” mais profundo. Senão, o novo recapeamento reproduzirá os mesmos defeitos do pavimento antigo.

A fresagem, ou corte e retirada do revestimento antigo a ser feita antes do recapeamento é correta, pois evitará que o greide se eleve e venha prejudicar a drenagem superficial e segurança dos pedestres. O ideal seria fresar e reciclar o material resultante. Assim, tornaria a solução sustentável e ecologicamente correta.

Um dos problemas do recapeamento e de qualquer investimento é garantir o retorno do que será gasto. O tempo de vida útil não deve ser inferior a 10 anos. Se o recapeamento apresentar defeitos prematuros é uma prova de que a solução técnica não foi correta.

Antes de recapear é preciso interagir com órgãos que fazem obras enterradas – Casal, Eletrobras, Algás etc para não ocorrer de se fazer um recapeamento e, logo depois, precisar cortar o revestimento novo, a fim de executar alguma obra enterrada.


A interferência de serviços públicos e privados nos pavimentos é algo que merece um planejamento integrado, para não causar prejuízos ao poder público e à população.

EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Professor e Consultor
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Só pessoas competentes, resolvem?



Se analisarmos casos de sucesso ocorridos em diversas organizações ou empresas chegaremos a uma conclusão: contar só com pessoas competentes não resolvem os problemas. Onde resultados são positivos e sustentáveis existe a presença de alguém, que inspire e libere outros talentos: uma liderança verdadeira e eficaz. Nos dias atuais, um líder eficaz produz enorme diferença e sua presença é indispensável para melhorar o desempenho da empresa ou do órgão público e alcançar melhores resultados.

Entre outras características, um líder eficaz, hoje, precisa ser uma pessoa ética e ter uma visão ampla do mundo, entender a realidade do mercado, ter coragem para tomar decisões, entre inúmeras outras virtudes.

Para que dê certo no comando o líder precisa ter credibilidade, ou seja, o responsável pela liderança deve demonstrar com ações e, principalmente com exemplos, que merece a confiança. Este é o ponto indispensável para que os colaboradores e/ou servidores passem a compartilhar as ideias do seu líder.

O chefe é a pessoa que dá a decisão final. Nos diversos setores das empresas outros coordenadores assumem a gestão das pessoas. Se esses cargos forem exercidos por pessoas que, além de chefiar, também liderem com eficácia, os papéis a serem desempenhados deixam a desejar.

E quais são as características e competências? Qualquer um pode ser líder? As pessoas que chegam ao topo da empresa são líderes? Vamos responder a cada uma dessas interrogações.

Líderes são pessoas muito especiais. Possuem alta credibilidade, como já dissemos. São, na verdade, super-pessoas. Por isto é que são tão poucos e tão procurados. Não abrem mão de princípios, são empreendedores, estrategistas, planejadores, criativos, perseverantes, acessíveis, contadores de histórias, solucionadores de problemas, críticos, têm foco, refletem os erros cometidos, absorvem a adversidade, conseguem mudar continuamente, constróem alianças, têm energia, inspiram outras pessoas, usam o poder de maneira responsável e justa etc.

Porém, uma pessoa comum, pode se transformar num líder. A liderança, por ser uma virtude, pode ser incorporada por qualquer pessoa. Logo, não é correto dizer que alguém já nasce líder. Na verdade, os atributos de liderança são adquiridos ao longo da vida e de diversas maneiras.

No dia em que entendermos com clareza a importância do papel dos líderes eficazes na gestão de órgãos públicos e de empresas, daremos um passo decisivo no sentido de mudar os resultados desse país. O Brasil tem tudo para ser uma grande nação. Mas isto somente se tornará uma realidade, quando tivermos muitos líderes eficazes nos comandos.

Outro ponto importante: o líder ideal depende do grupo a ser comandado e da situação. Portanto, nem sempre o líder com melhores características atende com a mesma eficácia a uma dada situação.

São muitas as pesquisas sobre as virtudes de uma liderança. Este tema deveria ser estudado já no ensino básico e fundamental. Também nos cursos de nível superior, seja qual for a área do conhecimento, o assunto liderança deveria estar presente. Infelizmente, isto não ocorre.

Existe um modelo ultrapassado, mas ainda muito empregado no Brasil. As pessoas administram apenas com a intuição ou falsa experiência. E o pior: não sabem liderar corretamente e nem entendem que a liderança sempre deve vir antes da gestão. Nem sempre as pessoas que chegam ao topo de uma organização são as mais aptas para exercer a liderança.

Possuir em uma empresa ou órgãos públicos pessoas apenas competentes não resolverá o problema. Além de técnicos competentes é necessário talento e várias outras habilidades. Sem dúvida, a principal habilidade é a liderança.

EDINALDO MARQUES
Engenheiro Civil, Professor e Consultor
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Como você decide?



Cada um de nós tem um imenso poder: o de decidir. E, este, não pode ser repassado para nenhuma outra pessoa. Cabe a nós escolher o que fazer com a nossa vida. Somos a força criativa do nosso próprio destino. Não é correto dizer que a culpa por qualquer coisa é da sociedade, do governo ou dos pais. O que temos, ou alcançamos na vida, é consequência daquilo que decidimos. Afinal, em essência, somos seres pró-ativos, mesmo que não queiramos reconhecer.

A história seguinte traduz o que dissemos antes: “Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas, ele sabia responder, outras não. Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem as férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

– O que você vai fazer? – perguntou a irmã. – Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E, assim, qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.

– Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me, sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

– Depende de você. Ela está em suas mãos!”

O que alcançamos de bom ou de ruim tem uma explicação. Na vida real o que impera é a "lei da fazenda". Temos que preparar o terreno, plantar a semente, fertilizar, cultivar, aguar, semear para poder colher.

A maior e mais difícil batalha da vida ocorre dentro de nós mesmos. E a mais difícil vitória é a do eu.

Edinaldo Marques
Engº Civil, professor e consultor
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É preciso cuidar mais da limpeza



Há pequenas coisas, que são de grande importância e podem ser postas em prática por uma gestão municipal, mas que, às vezes, podem passar desapercebidas pela população: o serviço de limpeza do meio-fio das vias, linhas d’água e do canteiro central da principal via de chegada e saída de Maceió, avenida Fernandes Lima.

Desobstruir a seção de escoamento das águas da chuva e manter meio-fio pintados é uma providência, que tem quatro aspectos positivos: limpeza pública, maior segurança, drenagem urbana e melhoria do aspecto visual.

A prefeitura e a população poderiam fazer um pacto, definindo os pontos de responsabilidade do município e aqueles da competência de cada morador. É desagradável ver a cidade de Maceió apresentar qualquer entulho (areia mais mato) ou materiais recicláveis (latinhas e copos descartáveis) na linha d água das vias, entrada das caixas coletoras.

A solução para uma limpeza eficiente do lixo em Maceió depende de todos. O município pode fazer a sua parte, melhorar o sistema de operação de recolhimento do lixo, introduzir novas lixeiras nas vias públicas para que o lixo seja devidamente depositado. Falta a cooperação de parcela da população, que insiste em colocar lixo nas ruas. A sociedade precisa colaborar mantendo a cidade limpa, conscientizar-se que limpeza pública é saúde, entender que o serviço de limpeza é financiado pelo povo, a partir do recolhimento dos impostos.

Ainda no domingo (21 de abril de 2013), quando caminhávamos na orla de Maceió - trecho da avenida Silvio Viana, a linha d’água estava tomada por copos de água mineral jogados na rua. Um absurdo!

Tanto na orla da pajuçara, como na periferia da cidade, a limpeza pode melhorar. O trabalho de manutenção de vias e de toda cidade deve ser constante e levar em consideração, que cidade limpa é aquela que não se suja.

O inverno dá sinais de que pode estar próximo e vamos ter menos problemas com a microdrenagem.

Para uma cidade que depende essencialmente do turismo para crescer economicamente, a limpeza pública é uma questão de sobrevivência. Uma recente pesquisa constatou que a maior exigência do turista internacional quando vem ao Brasil é o item limpeza.

Edinaldo Marques
Engº civil, professor e consultor
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Urbanização de favelas

Passarela na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (Foto: Felipe Dana/AP)

A cada momento uma nova favela pode estar se instalando ou se expandindo em alguma cidade do País. Isto é reflexo ainda do período escravagista ocorrido no Brasil no final do século XIX. Outros fatores responsáveis são o déficit habitacional, a má distribuição de renda e a falta de políticas públicas eficazes que mantenham o homem no campo.

A consequência é a assustadora transferência do homem do sertão, que sem a posse da terra, sem trabalho e com a seca, desloca-se para as cidades na tentativa de garantir a sua sobrevivência. A crise social faz com que pessoas, sobretudo oriundas das áreas rurais, venham para a cidade à procura de oportunidades, de uma vida mais digna.

Os estudos sobre motivação humana demonstram que o que mais motiva o homem é a sua necessidade de sobrevivência. Quando isto está em jogo, o ser humano luta ou foge. No caso da crescente favelização no País a segunda opção tem sido a mais escolhida.

Regiões urbanas com ocupações desordenadas apresentam baixa qualidade de vida e moradores com um poder aquisitivo muito limitado – menos de um salário mínimo, onde as edificações são feitas sem a técnica adequada e sem levar em conta aspectos urbanísticos.

Geralmente são nos morros e nas grotas os locais escolhidos pelas pessoas para construir favelas. São áreas de topografia acidentada, onde as construções ocorrem em terrenos invadidos e sem regularização fundiária.

Por ser uma região em geral caracterizada por uma ocupação desordenada do solo, faz-se necessária a intervenção do poder público e, de preferência, logo no início, quando a favela começa a se instalar.

O grande problema é que as favelas se instalam sem a orientação ou fiscalização. Habitações, às vezes, sub-humanas, são construídas sem as instalações de água e energia, esgoto, coleta de lixo, drenagem de águas pluviais e sem mínimos critérios urbanísticos.

As soluções para os problemas de favelas no Brasil passam necessariamente pela urbanização das já existentes e pela implantação de programas de engenharia pública, associados a projetos específicos de melhoria da qualidade de vida.

A ocorrência de favelas é uma realidade, porém o que não é aceitável é a falta de serviços públicos como saneamento básico, segurança, creches e educação ambiental, fatores indispensáveis na criação de dignidade às pessoas que vivem nesses locais.



EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Consultor e Professor
edinaldo_melo50@hotmail.com
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

País do apagão



O Brasil vive numa fraca democracia. É o país das injustiças, das leis mortas, da corrupção escandalosa, da impunidade, da falta de educação de qualidade, do caos na saúde, da insegurança, dos soterrados e desabrigados das chuvas, dos apagões de energia. Será que também é o país dos sem cabeça?

Costumamos dizer que as pessoas por aqui são maravilhosas. O problema é a qualidade do que elas pensam - se é que pensam, e aquilo que cai no imaginário e passam a achar verdade.

Somente conhecemos três verdades absolutas: 1ª) todas as pessoas morrerão um dia; 2ª) mudança – é preciso mudar sempre e para melhor. Aliás, isto faz parte da teoria de Darwin – todos os animais que não se adaptaram as mudanças ambientais foram extintos; 3ª) escolha – a cada momento, escolhemos algo: em quem votar, com quem casar, o que comer, o que vestir etc.

Tudo mais que acreditamos ser verdade poderá ser questionado. Depende da percepção que cada um tem. E nem sempre o mapa ou modelo mental, que está nas cabeças das pessoas, é correto. Mas elas, às vezes, não admitem questionamento. Nem sabem que se movem a partir de seus mapas mentais. Para evoluirmos é preciso começar a pensar sobre o próprio pensamento, caso contrário, jamais sairemos do "atoleiro"?

Vamos exemplicar melhor. Se alguém disser que existe vida após a morte – como alguns defendem esta tese, poderá aparecer alguma pessoa para questionar. E o defensor da tese não terá como provar, pois ainda não morreu. Logo, isso é apenas uma crença, que poderá ser questionada. Quase tudo é questionável.

O Brasil vai continuar a ser sempre o país dos sem terra, sem teto, sem comida, sem saúde, sem educação, sem água, sem luz, sem estradas confortáveis e seguras, sem justiça social, enquanto não adotar um processo cultural de administração, que foque primeiro a eficácia e depois a eficiência. Deve começar pelas pessoas, nas famílias e se estender às empresas/organizações, nas políticas públicas e sociedade de um modo geral. Não há outro caminho para mudar os resultados atuais.

EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Consultor e Professor
@EdinaldoMarques
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como pode dar certo?



Em pleno século XXI, governos administram com pontos de vista do início do século XX, quando os problemas e a velocidade com que surgiam eram bem menores.

Hoje, a questão é diferente. Para que as inúmeras dificuldades do cotidiano possam ser vencidas, é necessário mudar o ponto de vista e adotar um processo que seja eficaz. Sem isto, não haverá saída. Pode-se até avançar aqui e ali, mas não o suficiente para chegar ao equilíbrio desejado.

Pessoas em geral e dirigentes públicos insistem em falar em eficiência nas ações. Este foi o paradigma da era industrial. Agora na era digital e da velocidade do conhecimento o paradigma é outro. Antes de eficiência, deve-se agir com eficácia. Precisa-se colocar corpo e mente no presente, senão, vai se continuar a enxugar gelo. Como pode dar certo?

Infelizmente, não querem perceber que a origem da falta de soluções sustentáveis dos problemas está na forma de enxergá-los e dos sistemas ou processos incompletos. O foco principal dos governos tem sido o poder e, consequentemente, entram interesses que atrapalham as decisões.

Caos na saúde, educação de baixa qualidade, insegurança, apagão de energia, falta de água, drogas se espalhando, engarrafamentos urbanos, “apagão” nos aeroportos...O que mais falta acontecer?

Quem dirige órgãos na administração pública deveria passar por um processo de coaching. Assim, saberia o que e como fazer para mudar os atuais resultados.



Edinaldo Marques
Engº Civil e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Já planejou 2013?



Faltam poucos dias para encerrar o ano de 2012. Já é tempo das pessoas, empresas e órgãos públicos começarem a pensar em planejar 2013. Lógico que um planejamento de médio e longo prazos poderá ser mudado, mas mesmo assim é importante ser elaborado, pois cria uma direção, a fim de que as escolhas possam ser as mais importantes e corretas. Afinal, qualquer pessoa, empresa ou organização precisa saber aonde quer chegar para aumentar as chances de atingir o que deseja.

Um planejamento eficaz começa, primeiro, pela identificação dos valores que cada um considera ser realmente importante. É fundamental ter clareza em relação a missão e a visão, seja no campo pessoal, empresarial ou público.

Que valores você escolhe? Educação, saúde, segurança, consideração, coragem, família, respeito, responsabilidade, sabedoria, qualidade...? O que mais? É importante fazer o autoconhecimento e responder a seguinte questão: o que realmente você quer na vida: riqueza? poder? tranquilidade? O quê mais?

Além de descobrir e escolher os valores é necessário que faça uma declaração esclarecedora de cada um deles. Coloque tudo isto no papel. Esta simples decisão aumenta o compromisso pessoal, cria propósito mental e facilita o foco no dia-a-dia.

Segundo, estabeleça metas de pequeno, médio e longo prazos. Escreva-as, também, no papel, e, como se tratam de metas, fixe os prazos para o início e fim. Divida-as em partes factíveis e seja persistente no sentido de alcançá-las. É bom lembrar que: “Persistir é o que torna o impossível em possível... O possível em provável e o provável em definitivo” (Robert Half, escritor americano).

Terceiro, a cada semana a partir de 2013, defina os papeis que irá cumprir – suas diversas funções (por exemplo, médico, empresário, político, professor, palestrante...), e nunca se esqueça de priorizar o papel “eu” – corpo, mente, coração e espírito, ou seja, cuidar de você mesmo. O planejamento semanal pode ser feito no início de cada semana. Nesse momento, identifique aquilo que for mais importante a ser feito na semana e faça a sua programação.

Quarto, planeje e aja a cada dia de 2013. No início do dia, antes de começar a fazer algo, revise o que não pode deixar de ser feito naquele dia. Para isto, você vai gastar entre 5 e 10 minutos.

Por último, adote uma ferramenta apropriada, que melhor se adapta ao seu estilo de vida, a fim de facilitar na execução de suas metas. Pode ser, por exemplo, uma agenda, tablet, palm top, notebook, smart fone...

Isso tudo ajudará, para que se faça aquilo que realmente é mais importante, seja na vida pessoal, empresarial ou pública. Sucesso a todos(as)!

EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Professor, Consultor e Palestrante
@EdinaldoMarques
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pavimentos e desperdícios



Tanto para o erário público, como para os usuários, há desperdício de dinheiro no uso dos pavimentos “doentes” de Maceió.

Quem dirige nas ruas e avenidas da capital precisa redobrar a atenção com os buracos e armadilhas existentes nos asfaltos. São muitas irregularidades e patologias, que se manifestam bem antes do tempo previsto (no mínimo, 15 anos). Para os motoristas os defeitos provocam desconforto, aumentam a possibilidade de colisões e danificam os veículos.

Pavimento é uma estrutura projetada e construída para resistir aos esforços do tráfego. Há um período do ano – verão, que deve ser aproveitado para fazer conservação preventiva e corretiva, a fim de preparar as vias para as chuvas.

A falta das ações necessárias com adoção dos “remédios” corretos e de mínimos investimentos durante o verão encarecem as soluções após o inverno. Quem paga a conta da falta de planejamento, organização, decisão e proatividade no poder público é a população com impostos que poderiam ser investidos em outros serviços.

Essa é uma questão que se arrasta à décadas. Quando haverá mudança de mentalidade?

Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com

Trânsito em Maceió



O crescente caos no trânsito de Maceió não deve ser tratado com amadorismos, “achismos” ou improvisações. Exige profissionalismo técnico, administrativo, integridade e soluções, que para serem corretas precisarão partir de paradigmas também corretos. Caso contrário, jamais chegar-se-á a uma condição satisfatória.


Alguns dados são essenciais para um planejamento de transportes e trânsito, como por exemplo, o número diário de viagens e suas origens-destinos. Outro ponto muito importante é considerar como prioridade o transporte público de massa e os meios não motorizados de mobilidade – deslocamentos a pé e de ciclistas.

Sem visão sistêmica e sem buscar integração das modalidades de transportes, obras isoladas não atenderão ao objetivo. O planejamento precisa ser para toda a cidade. A partir daí, elaborar projetos, sequenciar as obras, ações e intervenções necessárias de acordo com prioridades e orçamentos disponíveis.

Pode-se fazer um brainstorm e/ou audiências públicas para ouvir a população em geral, coletar ideias e/ou propostas, envolver as pessoas e permitir que participem das soluções. Mas as definições ou decisões finais precisam ser técnicas, administrativas e eficazes, para que atendam ao esperado.

Não é só com uma licitação pública de linhas de ônibus ou implantação de VLT na avenida Fernandes Lima que se vão resolver os problemas. Fatores como educação, fiscalização eficiente, semáforos interligados com ondas verdes, melhoria nos pavimentos das vias, intervenção em pontos críticos com soluções específicas, sinalização constante em pontos de passagem de pedestre, uso da tecnologia, redes de comunicação etc, são fundamentais para um bom funcionamento do trânsito.

Com interesses não confessáveis, visão distorcida, desvios de conduta, falta de confiança da população nos dirigentes, coragem para adotar o caminho certo, jamais haverá as respostas esperadas pela população em geral – motoristas, pedestres, ciclistas, motociclistas e deficientes físicos.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com  

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Gestão pública moderna


Um dos motivos das gestões públicas enfrentarem inúmeros problemas, que se acumulam ao longo do tempo, é o não uso de paradigmas modernos. A maioria dos estados e municípios continua adotando métodos administrativos utilizados no século XIX até metade do século XX.


Na atualidade – século XXI, diante da complexidade e das turbulências constantes na economia, é indispensável adotar um método eficaz em todos os níveis: pessoal, interpessoal, gerencial e organizacional.

Alguns acham que a redução dos repasses feitos pelo governo federal – FPE ou FPM são a única causa das deficiências atuais. Sem dúvida, isso afeta estados e municípios. Porém, é preciso criar sistemas e subsistemas administrativos, que permitam fazer o dever de casa, isto é, comprometer servidores efetivos e comissionados, ter foco, usar visão sistêmica, empreender, definir com clareza objetivos, segmentar as ações, estabelecer prioridades de curto, médio e longo prazos etc.

O primeiro passo de uma gestão que pretenda alcançar no final do governo os melhores resultados é a elaboração de um plano de administração estratégico. Paralelamente, ações devem ser implementadas buscando sempre uma maior produtividade e atendimento aos anseios da população.

Projetos executivos de pequeno, médio e grande porte deverão ser desenvolvidos para buscar recursos a nível do governo federal e/ou internacionais.

Nos diagnósticos administrativos realizados em diversas áreas dos governos notam-se que as carências de funcionamento têm várias causas e uma delas consiste na falta de confiança entre o gestor principal e seus auxiliares ou subordinados. Quando o gestor apenas gerencia, mas não lidera, formam-se organizações informais dentro das pastas, que dificultam o andamento dos processos.

Estados e municípios poderiam atender às necessidades essenciais e dar melhores respostas à sociedade, se começassem a administrar com métodos voltados ao mundo moderno. Sem isto, drogas, insegurança, educação de baixa qualidade, estradas e ruas esburacadas, caos no trânsito e tantas outras mazelas continuarão sendo uma realidade.


Edinaldo Marques
Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

NOVA MACEIÓ


Desde o início da campanha para prefeito de Maceió tenho acompanhado e analisado com muita atenção os candidatos, com o intuito de identificar aquele(a), que reúne as maiores e melhores condições de administrar a cidade.

Rui Palmeira é disparado o melhor candidato a prefeito. Os resultados das últimas pesquisas de opinião mostram que a população também já percebeu isso e deseja mudança. Quer apostar num prefeito que cuide, prioritariamente, das pessoas e implante uma nova forma de administração municipal com foco no ser humano.

Infraestrutura é importante, mas, acima de tudo, está a população, que precisa de serviços essenciais, como saúde, educação, mobilidade urbana, assistência social, geração de emprego e renda, laser, segurança, iluminação pública, saneamento e vários outros.

Nada impede a uma prefeitura de investir em infraestrutura e, simultaneamente, em outras áreas, que servem mais diretamente às pessoas em suas necessidades básicas. Existem vários programas do governo federal, que podem ser usados com o objetivo de obter mais recursos. Para tal, é necessário elaborar os projetos completos, de acordo com as exigências de cada ministério.

Não se pode admitir que recursos federais destinados à assistência social de uma população tão carente, tenham vindo para Maceió e tenham sido devolvidos por falta de execução do convênio ou de prestação de contas.

Vontade política, visão sistêmica, planejamento, execução eficaz são alguns pontos fundamentais de uma gestão pública, no sentido de atender às necessidades da população e dar às respostas que são cobradas.

Algumas características pessoais podem ser identificadas e credenciam Rui Palmeira para o cargo. É jovem, tem visão de futuro, passado limpo – ficha limpa, sabe ouvir as pessoas, conhece os inúmeros problemas da cidade de Maceió, teve ótima avaliação nos cargos antes ocupados – como deputado estadual e, atualmente, na câmara federal, como deputado federal por Alagoas.

Além disso, possui autocontrole, o que aumenta a possibilidade de acerto nas decisões – e não serão poucas; gerencia a confiança – o que eleva possibilidade de comprometimento dos servidores efetivos e comissionados nos projetos e programas a serem implantados; tem facilidade de comunicação.

Do ponto de vista político terá o apoio do senador Benedito de Lira, que esteve cotado para ser ministro do governo Dilma, do deputado federal Maurício Quintela e do governador Teotônio Vilela, que gozam de respeito em Brasília. Além dos citados, vários outros políticos facilitarão o contato em Brasília, no sentido de conseguir mais convênios federais e disponibilizar recursos de emendas individuais ou coletivas.

Analisei ainda as propostas que têm sido apresentadas no guia eleitoral e nos debates. As propostas de Rui Palmeira são todas viáveis e exequíveis. Poderão sair do papel ou das ideias, ainda mais rapidamente, se um processo de gestão eficaz for colocado em prática, a partir de 1º de janeiro de 2013.

Que Deus ilumine a mente daqueles que ainda estão indecisos e os façam perceber, que uma eleição municipal é coisa muito importante. Afinal, vive-se na cidade, que precisa ser bem administrada em todos os aspectos.

A mudança proposta por Rui Palmeira – 45 é o caminho mais seguro para garantir a Maceió do futuro.


Edinaldo Marques
Engº Civil, Consultor e Professor
@EdinaldoMarques

terça-feira, 24 de julho de 2012

Eleições 2012

Os prefeitos que forem eleitos no pleito deste ano encontrarão pela frente vários problemas a serem equacionados durante suas gestões. Em síntese, os pontos serão educação, saúde, segurança, infraestrutura, mobilidade urbana, geração de empregos e renda, combate e prevenção às drogas etc.

Para fazer com que as cidades brasileiras cresçam e se desenvolvam mais rapidamente na direção da sustentabilidade – econômica, social e ambiental, a maior prioridade dos futuros governos municipais, deverá ser administrar a pasta da educação com a máxima eficácia.

O processo de gestão da educação exigirá mudanças e/ou melhorias nos três ativos organizacionais – físico, orçamentário-financeiro e humano, a fim de que os resultados desejados se tornem realidades.

O ativo físico compreende os fatores destinados ao funcionamento das escolas: instalações prediais, equipamentos disponíveis para as salas de aula, transporte escolar, merenda, novas tecnologias e ferramentas para uma educação moderna, além dos demais itens - permanentes ou de consumo, requeridos pelas atividades de ensino: carteiras, livros didáticos, outros materiais e equipamentos. Não bastará ter infraestrutura e equipamentos disponíveis. Será preciso - e mais econômico, criar sistemas de manutenção para avaliar periodicamente e promover intervenções.

O ativo orçamentário-financeiro é o que dará suporte aos outros dois (físico e humano). Compreende o que ficará previsto a ser gasto anualmente na educação, distribuído nos vários elementos de despesa e de acordo com a consequente disponibilidade para pagamento. Não bastará apenas elevar o percentual do PIB a ser utilizado na pasta para que se tenha uma educação de qualidade. Será preciso administrar e evitar desperdícios ou desvios porventura existentes no sistema.

Dos três ativos, o humano é o mais importante para o sucesso do processo, pois envolve pessoas – professores e servidores, que executarão as diversas atividades, sejam de ensino ou administrativas. Três questões são fundamentais. Primeiro, treinar professores para que repassem o conhecimento específico e contribuam na formação de alunos proativos, no sentido de proporcionar uma formação integrada e com mais cidadania. Segundo, preparar os responsáveis pelas atividades administrativas, para que gerenciem os sistemas produtivos e de pessoas, de modo eficaz, com paradigmas modernos, visão holística e proatividade. Terceiro, implantar planos de cargos e salários compatíveis com a importância da atividade do professor, a fim de motivar tanto os atuais como os futuros educadores na escolha da carreira do magistério, tornando-a mais atrativa.

Sistemas administrativos específicos e complementares precisarão ser planejados e executados para avaliar os resultados que forem sendo obtidos. Os dados servirão de feedback no aprimoramento das ações.

Outras estratégias a serem inseridas deverão focar o projeto pedagógico. Uma nova disciplina – Empreendedorismo e Liderança necessitará ser acrescentada ao currículo, logo a partir dos primeiros anos de escola, para ajudar na elaboração do projeto de vida e formação do cidadão – autoconhecimento dos alunos, proatividade, automotivação, escolha de valores humanos elevados, educação emocional de crianças e jovens.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques  

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cidade sustentável

É possível sonhar, projetar e viver numa cidade sustentável? Para chegar a ser sustentável, com raras exceções, as cidades brasileiras têm um longo caminho a ser percorrido. É preciso planejamento urbano e viário integrados de curto, médio e longo prazos, executados seguindo prioridades, aliados à mudanças educacionais, culturais, comportamentais e sistemas de administração eficazes.

A questão de partida, que deve ser respondida pela população de cada município, é: no futuro, em que cidade quer viver e com que qualidade de vida? O momento para dar início a essa discussão e obter algumas respostas é bastante propício, pois a partir de 1º de janeiro novos prefeitos tomarão posse e passarão a administrar seus municípios. Caberá aos prefeitos e equipes a responsabilidade de coordenar o planejamento e execução da suas cidades inseridas no século XXI.

Um passo fundamental para transformar o sonho em realidade é a discussão e aprovação – caso ainda não exista, de uma Lei de Mobilidade Urbana, que priorize a eficiência e qualidade na utilização dos serviços públicos relacionados à mobilidade urbana.

Alguns pontos são essenciais:

1º) Prioridade ao transporte público de massa com a criação de faixas exclusivas para ônibus, implantação de metrôs, monotrilhos e/ou VLT – veículo leve sobre trilhos, integração das modalidades de transportes, melhoria de todos os pontos de subida/descida de passageiros e terminais;

2º) Prioridade aos meios não motorizados de transporte – deslocamentos a pé e de ciclistas em faixas exclusivas;

3º) Prioridade às questões ambientais – criação de novas áreas verdes, plantação e manutenção de árvores em parceria com a iniciativa privada ou pessoa física;

4º) Criação de um CACA – Centro de Apoio e Controle de Acidentes para executar interferências nas superfícies das vias urbanas, que apresentam alto índice de acidentes, no sentido de reduzi-los – inclui alteração de material de pavimentos em alguns semáforos, entroncamentos e cruzamentos (ou fazer uma espécie de grooving – ranhura para melhoria da aderência pneu-pavimento), além de intensa sinalização horizontal e vertical, implantação de novas passagens elevadas para pedestres, construção de viadutos e outras obras d’artes especiais;

5º) Melhorar os passeios públicos e calçadas em geral para dar condições às pessoas e, em especial, aos deficientes físicos de se deslocarem de forma independente – humanizar e garantir aplicação da Lei de Acessibilidade;

6º) E, muito importante, fazer uma revolução na educação, incluindo disciplinas nas grades curriculares, que realmente preparem os futuros cidadãos para uma vida em sociedade, que possam ser ajudados a descobrir projetos de vida e saber como alcançá-los. Inclui valorização e atualização de professores, novo projeto pedagógico, grades curriculares e metodologias apropriadas ao mundo atual da velocidade do conhecimento.

Alguns outros pontos a serem inseridos são a desmaterialização do transporte, a partir do uso da tecnologia para evitar deslocamentos desnecessários (videoconferências, acesso à serviços bancários pela internet etc.); melhorar a vida nos bairros; construir edifício garagem etc. Muitas outras questões poderão ser analisadas a depender das especificidades geográficas, topográficas e culturais de cada local.

As cidades brasileiras têm crescido, mas muitas de modo desordenado, com algumas iniciativas isoladas ou improvisadas, que não fazem parte de um planejamento global previamente definido. Se não mudar a prática, no futuro, ficará muito difícil viver nesses locais. A hora é agora.

Toda e qualquer cidade, por melhor que possa estar no presente, deve ser planejada para o futuro e fixadas as prioridades, a fim de que os problemas sejam resolvidos antes de se tornarem realidade e exigirem maiores gastos públicos. Correção de atuais deficiências e antecipação são possíveis com administrações proativas e eficazes, que olhem para frente.

Edinaldo Marques
Engº Civil e Consultor
@EdinaldoMarques (twitter)
edinaldo_melo50@hotmail.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Buracos e mais buracos

Ao se dirigir nas ruas e avenidas da maioria das cidades brasileiras, motoristas, motoqueiros e ciclistas se deparam com muitos buracos, que causam depreciação, reduzem a velocidade, aumentam o consumo de combustível – caso dos veículos e motos, perda de tempo, elevam o estresse e provocam acidentes, alguns, com danos apenas materiais, outros, com perdas de vidas humanas.

Em Maceió a realidade é essa. Quando chove tende a piorar. A causa principal não é a chuva, nem é técnica – de engenharia, e sim, administrativa. Não existe mentalidade de manutenção. As ruas são asfaltadas, porém não é feita avaliação periódica das condições das superfícies, não há um sistema de gerenciamento de pavimentos, para que sejam adotadas soluções de conservação preventiva, ou mesmo rotineira, que são bem mais econômicas e devem ser feitas preferencialmente no verão.

Com isso, aumenta o custo de recuperação dos pavimentos para o município e os usuários acumulam cada dia mais prejuízos.

Alguns buracos têm origem nos vazamentos que ocorrem em tubulações de água e esgoto, que passam abaixo dos pavimentos. Nestes casos, é mais difícil identificar e corrigir a tempo.

Mas, no restante dos ocorrências – que são a grande maioria, só depende de avaliação técnica e decisão política, para evitar que se transformem em uma sucessão de crateras.

Pequenos defeitos como trincas e irregularidades superficiais, não corrigidos no tempo certo, geram grandes buracos e passam a exigir mais recursos para os consertos.

Outro problema a ser corrigido é que alguns asfaltos já vão envelhecidos para as ruas, por falhas no controle tecnológico. Isto também acelera o processo de degradação dos pavimentos e formação de buracos.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Consultor e Professor de Pavimentação
@EdinaldoMarques
facebook.com/EdinaldoMelo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ciclistas


Os ciclistas de São Paulo fecharam por algumas horas a avenida Paulista para protestar contra os casos de mortes no trânsito. Em média, ocorre um acidente fatal por semana envolvendo ciclistas nas ruas e avenidas da principal capital do país.

Nas demais cidades do Brasil o quadro é semelhante. Compartilhar espaço nas vias com os veículos tem sido um grande desafio.

Quais as causas principais dos constantes acidentes com vítimas fatais envolvendo ciclistas? Existem soluções?

1º) Os motoristas partem de um paradigma egoísta. Como estão em meios de transportes maiores, quem for menor que se arrebente. Este é um grave erro de visão e de desvio de conduta. No trânsito todos dependem entre si. O ciclista, em que pese estar num transporte menor, tem o direito de usar o espaço e deve ser respeitado. Cabe aos motoristas manterem uma distância lateral de segurança para o ciclista de 1,50 dos seus veículos. O problema é que a maioria dos motoristas não utiliza direção defensiva e não tem preparo humano para uma melhor convivência. Isto ajudaria na redução dos acidentes;

2º) A falta de educação para a cidadania faz com que se tenha grande quantidade de motoristas sem uma postura correta, sem autocontrole e que transforma o trânsito num palco de guerra. Somente um processo de educação baseado na eficácia pessoal, que deveria começar logo nos primeiros anos de vida das pessoas, poderia mudar o quadro. Mas isto não seria para agora, e sim, as próximas gerações;

3º) Os quilômetros de ciclovias implantados nas cidades brasileiras são insignificantes. Isto decorre da falta de visão e de planejamento urbano ao longo dos tempos. Se existissem mais espaços exclusivos para ciclistas, com certeza, os índices de acidentes seriam muito menores. É preciso criar leis estaduais e municipais que obriguem a instalação de ciclovias em toda e qualquer nova implantação de pavimentos - avenidas, ruas. Quanto ao déficit atual de ciclovias hoje existentes resta cobrar coragem e responsabilidade dos dirigentes, para que façam algumas intervenções necessárias;

4º) Falta de uma legislação e de fiscalização mais rigorosa para aqueles que cometem erros na forma de guiar seus veículos. Neste ponto, inclusive, alguns ciclistas, precisam agir de forma mais prudente e responsável;

5º) Há uma desordem na ocupação do solo urbano, que dificulta a implantação de novas ciclovias. Mas não é um impedimento, pois quando o poder público quer toma decisão política e faz desapropriações.

Estas são apenas algumas considerações, a fim de abrir as discussões sobre o problema.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Guerra de torcidas


Por que há tantas guerras de torcidas no Brasil e no mundo? Geralmente após as partidas, dentro e fora dos estádios de futebol, há verdadeiros combates entre torcidas, que terminam em mortes.

Neste século XXI, tem-se avançado com grande rapidez no aspecto tecnológico, mas em relação à inovação humana, caminha-se a passos de tartaruga.

Crises e conflitos começam dentro das famílias e ocorrem no âmbito das sociedades. É comum em empresas privadas e no serviço público, se verificar a existência de ambientes carregados, onde os relacionamentos humanos estão bastante deteriorados, com baixos níveis de confiança.

Enquanto não se entender, que a vida é interdependente e que a paz começa dentro de cada um, vai-se continuar a agir como gladiadores. Precisa-se de autocontrole, não misturar pessoas com problemas e perseguir opções de ganho mútuo.

Isto pode ser alcançado com o desenvolvimento simultâneo de toda a cabeça, para que se possa agir como um verdadeiro ser humano.

Alguém já viu um pássaro voando com uma só asa? Com certeza, a resposta é não. Então, como podem as pessoas usar somente uma parte da mente?

Ao analisar colegas com os quais se lida verifica-se, que a maioria utiliza bem mais um dos lados da mente. Mas, há um grupo menor, que usa, ao mesmo tempo, os dois lados. Estes, conseguem tomar decisões mais acertadas, equilibradas e desenvolver relacionamentos mais duradouros.

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante
@EdinaldoMarques