terça-feira, 16 de junho de 2009

Atos secretos

A população brasileira, que há muito perdeu a credibilidade nas instituições, inclusive no Senado Federal, assiste a mais um escândalo: o dos atos secretos. Essa mais recente crise demonstra que estão sendo descumpridos todos os princípios exigidos para o serviço público, como legalidade, moralidade e impessoalidade, com o pagamento de horas-extras, concessão de benefícios, demissões de parentes de senadores e de funcionários, abundante distribuição secreta do dinheiro do povo para pagar salários altíssimos, sem a devida publicação no Diário Oficial. Isto é um desrespeito a Constituição Federal.
O pior é que são atos escondidos, o que comprova o conhecimento premeditado por parte das pessoas envolvidas em relação a irregularidade cometida. São mais de 1000 casos suspeitos, que exigem investigação e punição para os responsáveis, independentemente de serem senadores ou não.
Quanta podridão numa instituição que deveria fiscalizar os atos do governo, mas que dá exemplos sucessivos de como não se deve usar o dinheiro público.
A tentativa é camuflar o escândalo com o anúncio da nomeação de uma comissão de sindicância interna para apurar as irregularidades. Na verdade, será mais uma comissão, e todos já sabemos que não dá em nada. Outra ideia é a contratação da Fundação Getúlio Vargas.
Esse é um caso que precisa ser apurado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Está nítida a prática da falta de ética por parte de alguns senadores.

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Meninos de rua e sem direção

É crescente o número de garotos e adolescentes rejeitados por suas famílias e pela comunidade aonde vivem, considerados encrenqueiros, sem terem objetivos de vida, ou seja, uma direção, que os possa conduzir a um futuro melhor.
Na verdade esses jovens são vítimas da desigualdade social, da falta de políticas públicas e execução eficaz, da ausência de uma boa educação familiar dada pelos pais e mães. Diante do vazio em suas vidas, sem saberem para onde se conduzir, esses garotos se transformam em alvos fáceis e tendem para o mundo das drogas e dos crimes.
Situações reais de comunidades, que viviam numa extrema pobreza e que conseguiram dar a volta por cima, podem ser usadas como modelo. Casos diversos existem em vários locais do planeta.
No Brasil, assim como no continente africano, há exemplos de como o problema pode ser vencido. Em Kampala – Uganda, na África, uma comunidade muito pobre conseguiu superar as suas dificuldades, a partir de algumas ações e treinamento, ou seja, orientação. Os garotos passaram a enxergar, que tudo é possível com dedicação.
O sucesso desse trabalho foi fazer com que os garotos entendessem, que o que tem na mente, é o que forma o futuro de cada um, ou seja, a "vida está em suas mãos". Tudo o que se queira alcançar, com vontade e treinamento, pode ser obtido.
Dois valores foram incorporados à vida dos adolescentes: amor e tolerância.
Pode-se adotar o mesmo processo aqui em Alagoas, particularmente, em Maceió. Basta querer e saber como fazer.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Você tem autocontrole?

Diariamente, os jornais televisivos vão ao ar recheados de casos, que demonstram como as pessoas estão despreparadas emocionalmente. Por causas fortuitas, ocorrem bate-bocas, brigas, conflitos e mortes no trabalho, escolas, convivência social e até nas famílias. Hoje (10 de junho), na Granja do Torto, local onde o presidente Lula e seus ministros se alojam, um soldado da guarda presidencial tirou a vida de um cabo por não acatar uma ordem.
O que você deve fazer para ser uma pessoa com autocontrole? O que ocorre no cérebro humano num momento de raiva ou fúria? Como desenvolver estratégias e habilidades, que permitam reduzir a possibilidade de um sequestro emocional? Por que a mente emocional é mais poderosa do que a racional? Como equilibrar as duas mentes e ter uma vida com mais autocontrole, automotivação e inteligência interpessoal?
Ter inteligência emocional está sendo considerado, hoje, o principal diferencial de qualquer profissional. O sucesso depende muito mais do QE - Quociente Emocional do que do QI - Quociente de Inteligência Cognitiva.
Estamos à disposição de empresas, órgãos públicos e profissionais em geral, no sentido de aplicar um treinamento, que pode ser o divisor de águas na vida das pessoas. Será apresentado um processo completo, que permitirá elevar a sua inteligência emocional e prepará-lo para ter mais controle sobre as emoções. Se você quiser vence o seu descontrole emocional.
Contato através do blog ou pelo email: edinaldo_melo50@hotmail.com.
EDINALDO MARQUES
Professor da Ufal, Pós-Graduado com Mestrado em Administração, Palestrante e Consultor

É possível mudar?

Além de possível, é necessário. Para algumas pessoas a mudança é uma condição para manter a sobrevivência num mundo tão complexo, veloz e cheio de incertezas. Para outras, quando se fala em mudar, dispara um alarme que diz: "eu não consigo, sou assim mesmo e pronto".
Na verdade, mudar é uma constante. Se você não mudar, vai ficar para trás e encontrará muitas dificuldades para ter sucesso na vida.
Uma coisa precisa ficar clara: as pessoas só mudam, quando mudam a mentalidade, ou seja, a forma de pensar. Esta é a mudança mais completa. Não basta mudar apenas o comportamento e a atitude. É preciso substituir aquilo que se acredita ser verdadeiro e, muitas vezes, não é. Portanto, cuidado com as suas crenças e convicções.
Um conselho: a partir de agora questione tudo o que pensar sobre cada coisa. Busque sempre uma maneira mais real de enxergar o mundo ao seu redor. Não se deixe levar por influências. Questione a si e aos outros. Você possui uma mente muito poderosa, que pode lhe colocar para frente, se os mapas mentais estiverem corretos, mas também, pode fazer o inverso, ou seja, lhe atrasar, se os modelos mentais forem errados.
EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante

terça-feira, 9 de junho de 2009

Nunca deixe de sonhar

Meu maior sonho é ver a sociedade encontrar o equilíbrio social, a dignidade que todos merecem para garantir uma vida melhor. Para isto, cada um precisa fazer a sua parte. Eu tenho feito o que é possível.
É verdade que os governos deixam a desejar e não cumprem como deveriam a sua missão. Mas, se as pessoas passarem a cultivar valores humanos corretos, se pensarem com muita consciência na hora de votar em seus representantes, podem contribuir para que os filhos e netos tenham melhores oportunidades.
O maior poder que cada pessoa possui é a sua liberdade de escolha. Em 2012, será mais uma oportunidade para começar a mudar tantas coisas negativas, que têm acontecido em Alagoas e no País.
Não posso digerir o estigma de viver no estado "lanterninha" em quase todos os índices: IDH, mortalidade infantil, educação, saúde, segurança pública, saneamento básico etc.
Enquanto isso, Sergipe, um estado com potencial menor do que Alagoas, se encontra numa situação melhor. A explicação disso chama-se competência na gestão, além de decência.

EDINALDO MARQUES
Professor da Ufal, Palestrante e Consultor

Improvisação versus especialização

Resolvi fazer este comentário para esclarecer algumas opiniões e crenças acerca do desempenho dos gestores públicos. Na realidade as qualidades de um gestor em termos de maturidade pessoal, integridade e competência técnica são importantes. Porém, na condição de especialista em gestão pública, o que posso dizer é que, uma coisa é o profissional competente em sua função técnica específica. Outra coisa, é o especialista em liderança e gestão pública. As pessoas acreditam, que todo mundo formado ou pós-graduado está apto a administrar. Acham até que nem mesmo a graduação é necessária. Pode até, alguém que não tenha preparação, fazer alguma coisa, mas dificilmente, atingirá os melhores e maiores resultados.
Um exemplo, para que fique claro: imagine que o técnico Dunga resolva colocar o Kaká - considerado hoje o melhor jogador brasileiro, para jogar na condição de goleiro. Provavelmente, ele não terá um bom desempenho. Porém, não deixará de ser um ótimo jogador. A questão é que cada um é bom numa posição.
Outro exemplo, se você estiver sofrendo de algum problema cardíaco, certamente procurará um cardiologista. E por que? Porque este é o profissional especialista em casos do coração. Poderia procurar um urologista ou um clínico geral, mas não, sempre se procura um especialista naquilo que se quer resolver.
O mesmo deveria ser no serviço público. A população paga um preço muito alto em virtude da improvisação, que é uma tônica comum dos governantes. Ao invés de colocar a pessoa certa no lugar certo, coloca-se, às vezes, alguém que é “amigo”.
Conclusão: existe nas pessoas em geral, inclusive nos governantes, a crença de que qualquer um pode administrar qualquer coisa. Isto não é verdade. Faltam, muitas vezes, as competências essenciais ao administrador. Quando os governos improvisam, e isto acontece com frequência, alcançam alguns resultados, mas deixam muito a desejar. Mesmo que alguém diga que o trabalho de um profissional improvisado numa função é bom, não deve se esquecer da frase: “o inimigo do bom é o melhor”.
EDINALDO MARQUES
Professor de Administração na Ufal, Pós-graduado com Mestrado em Administração e Consultor

domingo, 7 de junho de 2009

Caminho da paz

Você tem notado como vem aumentando o uso de drogas? E o número de assaltos, assassinatos, estupros, conflitos familiares, desavenças no ambiente de trabalho, brigas nas escolas, confusões no convívio social? O que cada um pode fazer para evitar que os distúrbios da vida venham a nos atingir? Como mudar a situação de desequilíbrio e mal estar hoje vivida em muitas famílias, organizações e cidades?
Às vezes, achamos que nada vai nos alcançar. A verdade é que hoje, quase todo mundo com quem conversamos, tem algo a dizer sobre alguma situação de medo ou perigo vivenciada, em consequência da atual instabilidade. Muitos já não sabem mais como encontrar a paz interna e externa.
Se quisermos melhorar esse estado de coisas, existe um e somente um caminho: o do amor e do respeito aos princípios éticos.
O amor cura, une, nutre, educa, entusiasma, alivia, mobiliza e possibilita a vida. Basta o amor de uma única pessoa para curar o ódio de milhões.
Quando não conseguimos amar ao próximo é porque temos dificuldades de amar a nós mesmos.
Precisamos nos desarmar emocionalmente. Tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Esta é a regra de ouro da ética.
A escolha do caminho a seguir é de cada um. A liberdade de escolha é o maior poder que possuímos.
Trilhando esse caminho, seremos um dia dignos de sermos chamados “seres humanos”.

EDINALDO MARQUES
Professor da Ufal, Palestrante e Consultor