sexta-feira, 24 de julho de 2009

Como reduzir a violência


Para diminuir os índices assustadores de violência, crianças e adolescentes sendo atraídas pelas drogas e para o crime, é preciso agir com eficácia e rapidez. Há dois grupos bem definidos. O primeiro, daqueles que já estão no uso das drogas e que precisam de um tratamento de psicólogos, psicanalistas, especialistas diversos e da própria família. Neste caso, a polícia tem que agir nos pontos de distribuição de drogas e no combate aos traficantes.
O segundo grupo é o de milhares de novas crianças e adolescentes que, se não receberem os treinamentos e a educação adequados, serão presas fáceis e caminharão também para as drogas. Neste caso, é necessário preparar um elenco de multiplicadores – educadores para trabalhar os “mapas mentais” dessas crianças e adolescentes, dando-lhes uma direção correta, fazendo com que conheçam e escolham um caminho muito melhor para as suas vidas, ou seja, encontrem um “norte-magnético” seguro. Mas isso precisa ser feito de uma forma correta e dentro de um processo pedagógico eficaz. Caso contrário, não terá os resultados positivos desejados.
As chances do processo dar certo são de 90%.
Se houver interesse do governo ou do Conselho Estadual de Segurança Pública, poderemos apresentar um programa/projeto completo e detalhado para atingir os melhores resultados e reverter essa situação alarmante de crianças/adolescentes nas drogas e crimes. Participamos de vários debates em São Paulo sobre o tema e temos alguns filmes, que poderão ilustrar as prioridades a serem feitas.
Ouvir o ex-prefeito de Bogotá nessas questões é válido, mas as soluções e todo o caminho a ser seguido, devidamente detalhado, está à disposição do Conselho.
O êxito do trabalho dependerá ainda de ações integradas.

EDINALDO MARQUES
Professor, consultor e palestrante

terça-feira, 21 de julho de 2009

O que você faz com o seu tempo


A escolha do que fazer com o tempo é de cada um e de livre arbítrio. Nada, absolutamente nada, é mais importante do que aprender a usar o tempo naquilo que realmente for importante para nós. Afinal, tempo é vida e dinheiro. É a matéria-prima fundamental de nossas atividades.
Se alguém fizer ou deixar de fazer algo, o tempo passa. Mas, as 24 horas ou 1440 minutos de cada dia são uma oportunidade de ganho, de recomeçar, de enriquecer e de agradecer a Deus.
Há dois dias em que nada podemos fazer: um se chama ontem e o outro amanhã. Portanto, o hoje, ou melhor, o agora, é o momento certo para amar, acreditar, fazer, trabalhar, dar atenção à família, cultivar e aprofundar amizades, planejar, prevenir, aprender, ler, sorrir, descansar, pensar, sonhar, ser útil aos outros, ter fé, encontrar a felicidade e, principalmente, viver.
Existem pessoas que apenas sobrevivem e muitas outras que nem isso conseguem. Mas, quando viemos ao mundo, ganhamos o direito de viver com toda a intensidade. Precisamos entender que somos responsáveis por nós mesmos e, portanto, devemos assumir o comando de nossas vidas. A felicidade existe e não são apenas momentos felizes. Os períodos de sofrimento são para o nosso desafio e crescimento.
Sempre há uma forma de recomeçar, reinventar-se, ser feliz. Só depende de cada um. Uma sugestão: que tal casar-se com o “tempo”, apaixonar-se pelo “tempo” e caminhar na direção da sabedoria, amizades e do amor?

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante

domingo, 19 de julho de 2009

Seja líder de si mesmo

Se você não sabe aonde quer chegar, provavelmente nunca vai chegar lá, por mais tempo que tenha. Se você é uma daquelas pessoas que não conhece o seu “norte magnético”, que não sabe em que direção caminha, que age como um barquinho de papel num oceano sem destino sendo levado pelas ondas de um lado para outro, que se influencia com facilidade, é a prova de precisa aprender a liderar a si mesmo.
Somos pessoas essencialmente proativas. Se estamos com os “músculos” da proatividade adormecidos, precisamos acordá-los. Afinal, a vida é única e deve ser vivida com sabedoria, usando todos os dons que são exclusivos dos seres humanos: consciência, autoconsciência, imaginação e liberdade de escolha (ou livre arbítrio).
Um grande erro que muita gente comete é começar a fazer coisas sem saber se são realmente o que mais importam para elas. Erram no foco e na escolha das maiores prioridades.
De que adianta fazer bem feito algo que não precisa ser feito? Quantas vezes a gente corre na execução de uma tarefa ou projeto e, quando chega ao final, verifica que aquele não era o objetivo desejado? De que adianta colocar mais velocidade em algo se a escolha da direção adotada foi errada?
Liderar a si mesmo inicia-se pelo autoconhecimento. É uma descoberta interior e que cada um deve fazer consigo mesmo. Para tal, existe um processo a ser seguido e é isto que precisa ser discutido, juntamente com as ferramentas necessárias. As pessoas saem da condição de apenas reagir e passam a agir, ou seja, deixam de ser reativas e passam a ser proativas.
A vantagem é uma vida de maior qualidade e expectativa, mais paz, organização pessoal, sensação de satisfação, força interior, redução do estresse e melhor produtividade. Isto interessa tanto às pessoas como às empresas, que passam a contar com colaboradores com maior facilidade de chegarem aos melhores resultados.
Essa e outras questões serão debatidas durante a palestra como gerenciar o seu tempo com eficácia, que ocorrerá na próxima quinta-feira, 9 horas, no auditório do Senai, Poço. É uma promoção da ABRH-AL (Associação Brasileira de Recursos Humanos), fone 3326.2690, www.abrh-al.com.br. Não perca essa oportunidade!

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Palestra: Como gerenciar seu tempo com eficácia?


Não perca essa oportunidade!
Dia: 23 de julho de 2009, das 9 às 11 horas, auditório principal do Senai (Poço)
Maiores informações:
ABRH-AL (rua Professor Angelo Neto, 215, Farol, cep 57051-330, Maceió - AL, fone: 3326.2690.

Mestre do tempo

Se você quiser ser mestre do seu tempo, saber aproveitar melhor cada segundo de sua vida, é preciso se concentrar e prestar atenção às linhas seguintes. Você vai gastar alguns minutos para concluir toda a leitura e refletir, mas certamente poderá descobrir um caminho, que lhe levará a fazer as coisas que realmente são mais importantes para você.
Para a grande maioria das pessoas há uma lacuna entre aquilo que elas fazem e o que mais querem fazer. Às vezes, isto passa até despercebido e somente é descoberto quando ocorre algo grave com elas ou com algum parente ou amigo muito próximo, por exemplo, quando se perde um ente muito querido. Nos momentos difíceis e de dor, pode-se acordar do sono profundo e perceber que não se está no caminho certo!
Quando a gente vê um relógio com pêndulo, fica a impressão de que o pêndulo vai e volta. Na realidade o pêndulo só vai, vai e infinitamente. Não existe a possibilidade de volta. Depois que algo ocorre, não tem como voltar atrás. Uma coisa é a percepção que se pode tirar do movimento do pêndulo, outra é a realidade.
Tem tanta gente que se preocupa com o passado! Também o futuro ainda não aconteceu e muita gente já começa a se “pré-ocupar”. Agora, o presente, este sim, posso agir e mudar a realidade. Você já viu alguém respirar no passado? E no futuro? Lógico que não! A respiração acontece a cada segundo do momento vivido e o agora é o maior presente que se tem. 90% das pessoas vivem reclamando do passado, 9% preocupados com o futuro e apenas 1% focam o presente.
Também há pessoas que carregam a ansiedade e só enxergam barreiras. O medo é um fator dominante.
Ser mestre do tempo é caminhar para a sabedoria, cultivar amizades e o amor. Fixar metas que definam o caminho a seguir e escrevê-las no papel para facilitar o propósito mental. Nestas condições, as escolhas diárias passam a ter mais sentido. O que não for possível fazer no primeiro minuto do dia, fica para o seguinte e assim sucessivamente. Afinal, são 24 horas ou 1440 minutos destinados a recomeçar, reinvertar-se. Não posso deixar a vida me levar, pois não sou um barquinho de papel perdido no oceano! Sou a força criativa de meu próprio destino.
Comece conhecendo a você mesmo. O ser humano tem o maior dom que Deus lhe deu: sua liberdade de escolha, ou seja, o livre arbítrio. Não deixe que as circunstâncias lhe carreguem. Torne-se líder de si mesmo!

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante

Brasil: o país dos escândalos

O Brasil alterna entre a 8ª e a 10ª posição no ranking econômico mundial. Mas, apesar disso, continua a apresentar dados “escandalosos”: 11% das crianças não sabem ler mesmo depois de entrarem na idade escolar, 50% da renda está nas mãos de apenas 1% da população, 50 milhões de pessoas somente conseguem comer graças à bolsa família, crianças abandonadas, analfabetismo, fome, fila nos hospitais, prostituição infantil, crescente uso de drogas, insegurança e uma série de outros “escândalos sociais”.
Como então imaginar que um país economicamente equilibrado possa ter tantos “escândalos”, alguns “visíveis”, outros “invisíveis”, alguns “previsíveis” e um “comemorado”?
Este foi o tema do discurso do senador Cristóvam Buarque, dia 13 de julho de 2009 no senado federal. Aliás, parabenizo o senador por ter trazido o assunto ao plenário do senado e para reflexão nacional.
O senador Cristóvam fez vários comentários todos pertinentes. Referiu-se ao fato da mídia brasileira publicar como “escândalo” o uso de passagens aéreas, a verba indenizatória no senado, os atos secretos, o mau uso dos recursos da Petrobrás. Porém, de acordo com o senador, não considera com a mesma ênfase “escândalos invisíveis”, como a “corrupção nas prioridades do governo federal”. Esta corrupção nas prioridades das políticas públicas acontece a cada ano. Funciona como se acelerar para o abismo fosse positivo para o futuro da população.
Algumas notícias são levadas ao ar pela mídia em geral, classificadas como “escândalos”. Porém outras, de igual ou pior gravidade, são veiculadas na forma unicamente de notícia. Sabe-se que a imprensa representa hoje o 4º poder e tem um papel fundamental no processo de mudança tão necessário.
Segundo o senador Cristóvam, ainda há uma “previsibilidade escandalosa” de que o próximo congresso nacional será eleito e constituído por aqueles hoje envolvidos em muitos escândalos. O eleitor não consegue ser capaz de perceber a relação entre o escândalo invisível em que ele é a vítima e os demais escândalos visíveis. Isto é consequência da falta de visão política da população e também da monumental crise de valores humanos que assola o país.
Por fim, disse o senador, que existe um “escândalo comemorado”, que é a escolha do Brasil para sediar a copa do mundo de 2014. Que ações realmente prioritárias serão colocadas em prática pelo governo para cumprir com o que determina a FIFA? Não existiria outra prioridade maior para o país levando em conta as atuais condições sociais? E se todo o dinheiro que será canalizado para a copa de 2014 fosse revertido em educação, não seria mais prioritário?
Há um enorme fosso político entre as prioridades realmente prioritárias e a decisão do governo.

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Como vencer a pobreza e a desigualdade

Vejam uma redação de uma estudante carioca, que venceu o concurso da UNESCO com 50.000 participantes. Vale a pena ler e refletir:

'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos. Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
Por Clarice Zeitel Vianna SilvaUFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.