quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Gestão pública moderna


Um dos motivos das gestões públicas enfrentarem inúmeros problemas, que se acumulam ao longo do tempo, é o não uso de paradigmas modernos. A maioria dos estados e municípios continua adotando métodos administrativos utilizados no século XIX até metade do século XX.


Na atualidade – século XXI, diante da complexidade e das turbulências constantes na economia, é indispensável adotar um método eficaz em todos os níveis: pessoal, interpessoal, gerencial e organizacional.

Alguns acham que a redução dos repasses feitos pelo governo federal – FPE ou FPM são a única causa das deficiências atuais. Sem dúvida, isso afeta estados e municípios. Porém, é preciso criar sistemas e subsistemas administrativos, que permitam fazer o dever de casa, isto é, comprometer servidores efetivos e comissionados, ter foco, usar visão sistêmica, empreender, definir com clareza objetivos, segmentar as ações, estabelecer prioridades de curto, médio e longo prazos etc.

O primeiro passo de uma gestão que pretenda alcançar no final do governo os melhores resultados é a elaboração de um plano de administração estratégico. Paralelamente, ações devem ser implementadas buscando sempre uma maior produtividade e atendimento aos anseios da população.

Projetos executivos de pequeno, médio e grande porte deverão ser desenvolvidos para buscar recursos a nível do governo federal e/ou internacionais.

Nos diagnósticos administrativos realizados em diversas áreas dos governos notam-se que as carências de funcionamento têm várias causas e uma delas consiste na falta de confiança entre o gestor principal e seus auxiliares ou subordinados. Quando o gestor apenas gerencia, mas não lidera, formam-se organizações informais dentro das pastas, que dificultam o andamento dos processos.

Estados e municípios poderiam atender às necessidades essenciais e dar melhores respostas à sociedade, se começassem a administrar com métodos voltados ao mundo moderno. Sem isto, drogas, insegurança, educação de baixa qualidade, estradas e ruas esburacadas, caos no trânsito e tantas outras mazelas continuarão sendo uma realidade.


Edinaldo Marques
Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

NOVA MACEIÓ


Desde o início da campanha para prefeito de Maceió tenho acompanhado e analisado com muita atenção os candidatos, com o intuito de identificar aquele(a), que reúne as maiores e melhores condições de administrar a cidade.

Rui Palmeira é disparado o melhor candidato a prefeito. Os resultados das últimas pesquisas de opinião mostram que a população também já percebeu isso e deseja mudança. Quer apostar num prefeito que cuide, prioritariamente, das pessoas e implante uma nova forma de administração municipal com foco no ser humano.

Infraestrutura é importante, mas, acima de tudo, está a população, que precisa de serviços essenciais, como saúde, educação, mobilidade urbana, assistência social, geração de emprego e renda, laser, segurança, iluminação pública, saneamento e vários outros.

Nada impede a uma prefeitura de investir em infraestrutura e, simultaneamente, em outras áreas, que servem mais diretamente às pessoas em suas necessidades básicas. Existem vários programas do governo federal, que podem ser usados com o objetivo de obter mais recursos. Para tal, é necessário elaborar os projetos completos, de acordo com as exigências de cada ministério.

Não se pode admitir que recursos federais destinados à assistência social de uma população tão carente, tenham vindo para Maceió e tenham sido devolvidos por falta de execução do convênio ou de prestação de contas.

Vontade política, visão sistêmica, planejamento, execução eficaz são alguns pontos fundamentais de uma gestão pública, no sentido de atender às necessidades da população e dar às respostas que são cobradas.

Algumas características pessoais podem ser identificadas e credenciam Rui Palmeira para o cargo. É jovem, tem visão de futuro, passado limpo – ficha limpa, sabe ouvir as pessoas, conhece os inúmeros problemas da cidade de Maceió, teve ótima avaliação nos cargos antes ocupados – como deputado estadual e, atualmente, na câmara federal, como deputado federal por Alagoas.

Além disso, possui autocontrole, o que aumenta a possibilidade de acerto nas decisões – e não serão poucas; gerencia a confiança – o que eleva possibilidade de comprometimento dos servidores efetivos e comissionados nos projetos e programas a serem implantados; tem facilidade de comunicação.

Do ponto de vista político terá o apoio do senador Benedito de Lira, que esteve cotado para ser ministro do governo Dilma, do deputado federal Maurício Quintela e do governador Teotônio Vilela, que gozam de respeito em Brasília. Além dos citados, vários outros políticos facilitarão o contato em Brasília, no sentido de conseguir mais convênios federais e disponibilizar recursos de emendas individuais ou coletivas.

Analisei ainda as propostas que têm sido apresentadas no guia eleitoral e nos debates. As propostas de Rui Palmeira são todas viáveis e exequíveis. Poderão sair do papel ou das ideias, ainda mais rapidamente, se um processo de gestão eficaz for colocado em prática, a partir de 1º de janeiro de 2013.

Que Deus ilumine a mente daqueles que ainda estão indecisos e os façam perceber, que uma eleição municipal é coisa muito importante. Afinal, vive-se na cidade, que precisa ser bem administrada em todos os aspectos.

A mudança proposta por Rui Palmeira – 45 é o caminho mais seguro para garantir a Maceió do futuro.


Edinaldo Marques
Engº Civil, Consultor e Professor
@EdinaldoMarques

terça-feira, 24 de julho de 2012

Eleições 2012

Os prefeitos que forem eleitos no pleito deste ano encontrarão pela frente vários problemas a serem equacionados durante suas gestões. Em síntese, os pontos serão educação, saúde, segurança, infraestrutura, mobilidade urbana, geração de empregos e renda, combate e prevenção às drogas etc.

Para fazer com que as cidades brasileiras cresçam e se desenvolvam mais rapidamente na direção da sustentabilidade – econômica, social e ambiental, a maior prioridade dos futuros governos municipais, deverá ser administrar a pasta da educação com a máxima eficácia.

O processo de gestão da educação exigirá mudanças e/ou melhorias nos três ativos organizacionais – físico, orçamentário-financeiro e humano, a fim de que os resultados desejados se tornem realidades.

O ativo físico compreende os fatores destinados ao funcionamento das escolas: instalações prediais, equipamentos disponíveis para as salas de aula, transporte escolar, merenda, novas tecnologias e ferramentas para uma educação moderna, além dos demais itens - permanentes ou de consumo, requeridos pelas atividades de ensino: carteiras, livros didáticos, outros materiais e equipamentos. Não bastará ter infraestrutura e equipamentos disponíveis. Será preciso - e mais econômico, criar sistemas de manutenção para avaliar periodicamente e promover intervenções.

O ativo orçamentário-financeiro é o que dará suporte aos outros dois (físico e humano). Compreende o que ficará previsto a ser gasto anualmente na educação, distribuído nos vários elementos de despesa e de acordo com a consequente disponibilidade para pagamento. Não bastará apenas elevar o percentual do PIB a ser utilizado na pasta para que se tenha uma educação de qualidade. Será preciso administrar e evitar desperdícios ou desvios porventura existentes no sistema.

Dos três ativos, o humano é o mais importante para o sucesso do processo, pois envolve pessoas – professores e servidores, que executarão as diversas atividades, sejam de ensino ou administrativas. Três questões são fundamentais. Primeiro, treinar professores para que repassem o conhecimento específico e contribuam na formação de alunos proativos, no sentido de proporcionar uma formação integrada e com mais cidadania. Segundo, preparar os responsáveis pelas atividades administrativas, para que gerenciem os sistemas produtivos e de pessoas, de modo eficaz, com paradigmas modernos, visão holística e proatividade. Terceiro, implantar planos de cargos e salários compatíveis com a importância da atividade do professor, a fim de motivar tanto os atuais como os futuros educadores na escolha da carreira do magistério, tornando-a mais atrativa.

Sistemas administrativos específicos e complementares precisarão ser planejados e executados para avaliar os resultados que forem sendo obtidos. Os dados servirão de feedback no aprimoramento das ações.

Outras estratégias a serem inseridas deverão focar o projeto pedagógico. Uma nova disciplina – Empreendedorismo e Liderança necessitará ser acrescentada ao currículo, logo a partir dos primeiros anos de escola, para ajudar na elaboração do projeto de vida e formação do cidadão – autoconhecimento dos alunos, proatividade, automotivação, escolha de valores humanos elevados, educação emocional de crianças e jovens.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques  

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cidade sustentável

É possível sonhar, projetar e viver numa cidade sustentável? Para chegar a ser sustentável, com raras exceções, as cidades brasileiras têm um longo caminho a ser percorrido. É preciso planejamento urbano e viário integrados de curto, médio e longo prazos, executados seguindo prioridades, aliados à mudanças educacionais, culturais, comportamentais e sistemas de administração eficazes.

A questão de partida, que deve ser respondida pela população de cada município, é: no futuro, em que cidade quer viver e com que qualidade de vida? O momento para dar início a essa discussão e obter algumas respostas é bastante propício, pois a partir de 1º de janeiro novos prefeitos tomarão posse e passarão a administrar seus municípios. Caberá aos prefeitos e equipes a responsabilidade de coordenar o planejamento e execução da suas cidades inseridas no século XXI.

Um passo fundamental para transformar o sonho em realidade é a discussão e aprovação – caso ainda não exista, de uma Lei de Mobilidade Urbana, que priorize a eficiência e qualidade na utilização dos serviços públicos relacionados à mobilidade urbana.

Alguns pontos são essenciais:

1º) Prioridade ao transporte público de massa com a criação de faixas exclusivas para ônibus, implantação de metrôs, monotrilhos e/ou VLT – veículo leve sobre trilhos, integração das modalidades de transportes, melhoria de todos os pontos de subida/descida de passageiros e terminais;

2º) Prioridade aos meios não motorizados de transporte – deslocamentos a pé e de ciclistas em faixas exclusivas;

3º) Prioridade às questões ambientais – criação de novas áreas verdes, plantação e manutenção de árvores em parceria com a iniciativa privada ou pessoa física;

4º) Criação de um CACA – Centro de Apoio e Controle de Acidentes para executar interferências nas superfícies das vias urbanas, que apresentam alto índice de acidentes, no sentido de reduzi-los – inclui alteração de material de pavimentos em alguns semáforos, entroncamentos e cruzamentos (ou fazer uma espécie de grooving – ranhura para melhoria da aderência pneu-pavimento), além de intensa sinalização horizontal e vertical, implantação de novas passagens elevadas para pedestres, construção de viadutos e outras obras d’artes especiais;

5º) Melhorar os passeios públicos e calçadas em geral para dar condições às pessoas e, em especial, aos deficientes físicos de se deslocarem de forma independente – humanizar e garantir aplicação da Lei de Acessibilidade;

6º) E, muito importante, fazer uma revolução na educação, incluindo disciplinas nas grades curriculares, que realmente preparem os futuros cidadãos para uma vida em sociedade, que possam ser ajudados a descobrir projetos de vida e saber como alcançá-los. Inclui valorização e atualização de professores, novo projeto pedagógico, grades curriculares e metodologias apropriadas ao mundo atual da velocidade do conhecimento.

Alguns outros pontos a serem inseridos são a desmaterialização do transporte, a partir do uso da tecnologia para evitar deslocamentos desnecessários (videoconferências, acesso à serviços bancários pela internet etc.); melhorar a vida nos bairros; construir edifício garagem etc. Muitas outras questões poderão ser analisadas a depender das especificidades geográficas, topográficas e culturais de cada local.

As cidades brasileiras têm crescido, mas muitas de modo desordenado, com algumas iniciativas isoladas ou improvisadas, que não fazem parte de um planejamento global previamente definido. Se não mudar a prática, no futuro, ficará muito difícil viver nesses locais. A hora é agora.

Toda e qualquer cidade, por melhor que possa estar no presente, deve ser planejada para o futuro e fixadas as prioridades, a fim de que os problemas sejam resolvidos antes de se tornarem realidade e exigirem maiores gastos públicos. Correção de atuais deficiências e antecipação são possíveis com administrações proativas e eficazes, que olhem para frente.

Edinaldo Marques
Engº Civil e Consultor
@EdinaldoMarques (twitter)
edinaldo_melo50@hotmail.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Buracos e mais buracos

Ao se dirigir nas ruas e avenidas da maioria das cidades brasileiras, motoristas, motoqueiros e ciclistas se deparam com muitos buracos, que causam depreciação, reduzem a velocidade, aumentam o consumo de combustível – caso dos veículos e motos, perda de tempo, elevam o estresse e provocam acidentes, alguns, com danos apenas materiais, outros, com perdas de vidas humanas.

Em Maceió a realidade é essa. Quando chove tende a piorar. A causa principal não é a chuva, nem é técnica – de engenharia, e sim, administrativa. Não existe mentalidade de manutenção. As ruas são asfaltadas, porém não é feita avaliação periódica das condições das superfícies, não há um sistema de gerenciamento de pavimentos, para que sejam adotadas soluções de conservação preventiva, ou mesmo rotineira, que são bem mais econômicas e devem ser feitas preferencialmente no verão.

Com isso, aumenta o custo de recuperação dos pavimentos para o município e os usuários acumulam cada dia mais prejuízos.

Alguns buracos têm origem nos vazamentos que ocorrem em tubulações de água e esgoto, que passam abaixo dos pavimentos. Nestes casos, é mais difícil identificar e corrigir a tempo.

Mas, no restante dos ocorrências – que são a grande maioria, só depende de avaliação técnica e decisão política, para evitar que se transformem em uma sucessão de crateras.

Pequenos defeitos como trincas e irregularidades superficiais, não corrigidos no tempo certo, geram grandes buracos e passam a exigir mais recursos para os consertos.

Outro problema a ser corrigido é que alguns asfaltos já vão envelhecidos para as ruas, por falhas no controle tecnológico. Isto também acelera o processo de degradação dos pavimentos e formação de buracos.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Consultor e Professor de Pavimentação
@EdinaldoMarques
facebook.com/EdinaldoMelo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ciclistas


Os ciclistas de São Paulo fecharam por algumas horas a avenida Paulista para protestar contra os casos de mortes no trânsito. Em média, ocorre um acidente fatal por semana envolvendo ciclistas nas ruas e avenidas da principal capital do país.

Nas demais cidades do Brasil o quadro é semelhante. Compartilhar espaço nas vias com os veículos tem sido um grande desafio.

Quais as causas principais dos constantes acidentes com vítimas fatais envolvendo ciclistas? Existem soluções?

1º) Os motoristas partem de um paradigma egoísta. Como estão em meios de transportes maiores, quem for menor que se arrebente. Este é um grave erro de visão e de desvio de conduta. No trânsito todos dependem entre si. O ciclista, em que pese estar num transporte menor, tem o direito de usar o espaço e deve ser respeitado. Cabe aos motoristas manterem uma distância lateral de segurança para o ciclista de 1,50 dos seus veículos. O problema é que a maioria dos motoristas não utiliza direção defensiva e não tem preparo humano para uma melhor convivência. Isto ajudaria na redução dos acidentes;

2º) A falta de educação para a cidadania faz com que se tenha grande quantidade de motoristas sem uma postura correta, sem autocontrole e que transforma o trânsito num palco de guerra. Somente um processo de educação baseado na eficácia pessoal, que deveria começar logo nos primeiros anos de vida das pessoas, poderia mudar o quadro. Mas isto não seria para agora, e sim, as próximas gerações;

3º) Os quilômetros de ciclovias implantados nas cidades brasileiras são insignificantes. Isto decorre da falta de visão e de planejamento urbano ao longo dos tempos. Se existissem mais espaços exclusivos para ciclistas, com certeza, os índices de acidentes seriam muito menores. É preciso criar leis estaduais e municipais que obriguem a instalação de ciclovias em toda e qualquer nova implantação de pavimentos - avenidas, ruas. Quanto ao déficit atual de ciclovias hoje existentes resta cobrar coragem e responsabilidade dos dirigentes, para que façam algumas intervenções necessárias;

4º) Falta de uma legislação e de fiscalização mais rigorosa para aqueles que cometem erros na forma de guiar seus veículos. Neste ponto, inclusive, alguns ciclistas, precisam agir de forma mais prudente e responsável;

5º) Há uma desordem na ocupação do solo urbano, que dificulta a implantação de novas ciclovias. Mas não é um impedimento, pois quando o poder público quer toma decisão política e faz desapropriações.

Estas são apenas algumas considerações, a fim de abrir as discussões sobre o problema.

Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Guerra de torcidas


Por que há tantas guerras de torcidas no Brasil e no mundo? Geralmente após as partidas, dentro e fora dos estádios de futebol, há verdadeiros combates entre torcidas, que terminam em mortes.

Neste século XXI, tem-se avançado com grande rapidez no aspecto tecnológico, mas em relação à inovação humana, caminha-se a passos de tartaruga.

Crises e conflitos começam dentro das famílias e ocorrem no âmbito das sociedades. É comum em empresas privadas e no serviço público, se verificar a existência de ambientes carregados, onde os relacionamentos humanos estão bastante deteriorados, com baixos níveis de confiança.

Enquanto não se entender, que a vida é interdependente e que a paz começa dentro de cada um, vai-se continuar a agir como gladiadores. Precisa-se de autocontrole, não misturar pessoas com problemas e perseguir opções de ganho mútuo.

Isto pode ser alcançado com o desenvolvimento simultâneo de toda a cabeça, para que se possa agir como um verdadeiro ser humano.

Alguém já viu um pássaro voando com uma só asa? Com certeza, a resposta é não. Então, como podem as pessoas usar somente uma parte da mente?

Ao analisar colegas com os quais se lida verifica-se, que a maioria utiliza bem mais um dos lados da mente. Mas, há um grupo menor, que usa, ao mesmo tempo, os dois lados. Estes, conseguem tomar decisões mais acertadas, equilibradas e desenvolver relacionamentos mais duradouros.

EDINALDO MARQUES
Professor, Consultor e Palestrante
@EdinaldoMarques