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segunda-feira, 22 de abril de 2013
É preciso cuidar mais da limpeza
Há pequenas coisas, que são de grande importância e podem ser postas em prática por uma gestão municipal, mas que, às vezes, podem passar desapercebidas pela população: o serviço de limpeza do meio-fio das vias, linhas d’água e do canteiro central da principal via de chegada e saída de Maceió, avenida Fernandes Lima.
Desobstruir a seção de escoamento das águas da chuva e manter meio-fio pintados é uma providência, que tem quatro aspectos positivos: limpeza pública, maior segurança, drenagem urbana e melhoria do aspecto visual.
A prefeitura e a população poderiam fazer um pacto, definindo os pontos de responsabilidade do município e aqueles da competência de cada morador. É desagradável ver a cidade de Maceió apresentar qualquer entulho (areia mais mato) ou materiais recicláveis (latinhas e copos descartáveis) na linha d água das vias, entrada das caixas coletoras.
A solução para uma limpeza eficiente do lixo em Maceió depende de todos. O município pode fazer a sua parte, melhorar o sistema de operação de recolhimento do lixo, introduzir novas lixeiras nas vias públicas para que o lixo seja devidamente depositado. Falta a cooperação de parcela da população, que insiste em colocar lixo nas ruas. A sociedade precisa colaborar mantendo a cidade limpa, conscientizar-se que limpeza pública é saúde, entender que o serviço de limpeza é financiado pelo povo, a partir do recolhimento dos impostos.
Ainda no domingo (21 de abril de 2013), quando caminhávamos na orla de Maceió - trecho da avenida Silvio Viana, a linha d’água estava tomada por copos de água mineral jogados na rua. Um absurdo!
Tanto na orla da pajuçara, como na periferia da cidade, a limpeza pode melhorar. O trabalho de manutenção de vias e de toda cidade deve ser constante e levar em consideração, que cidade limpa é aquela que não se suja.
O inverno dá sinais de que pode estar próximo e vamos ter menos problemas com a microdrenagem.
Para uma cidade que depende essencialmente do turismo para crescer economicamente, a limpeza pública é uma questão de sobrevivência. Uma recente pesquisa constatou que a maior exigência do turista internacional quando vem ao Brasil é o item limpeza.
Edinaldo Marques
Engº civil, professor e consultor
@EdinaldoMarques (twitter)
@EdinaldoMelo (facebook)
edinaldo_melo50@hotmail.com
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Urbanização de favelas
A cada momento uma nova favela pode estar se instalando ou se expandindo em alguma cidade do País. Isto é reflexo ainda do período escravagista ocorrido no Brasil no final do século XIX. Outros fatores responsáveis são o déficit habitacional, a má distribuição de renda e a falta de políticas públicas eficazes que mantenham o homem no campo.
A consequência é a assustadora transferência do homem do sertão, que sem a posse da terra, sem trabalho e com a seca, desloca-se para as cidades na tentativa de garantir a sua sobrevivência. A crise social faz com que pessoas, sobretudo oriundas das áreas rurais, venham para a cidade à procura de oportunidades, de uma vida mais digna.
Os estudos sobre motivação humana demonstram que o que mais motiva o homem é a sua necessidade de sobrevivência. Quando isto está em jogo, o ser humano luta ou foge. No caso da crescente favelização no País a segunda opção tem sido a mais escolhida.
Regiões urbanas com ocupações desordenadas apresentam baixa qualidade de vida e moradores com um poder aquisitivo muito limitado – menos de um salário mínimo, onde as edificações são feitas sem a técnica adequada e sem levar em conta aspectos urbanísticos.
Geralmente são nos morros e nas grotas os locais escolhidos pelas pessoas para construir favelas. São áreas de topografia acidentada, onde as construções ocorrem em terrenos invadidos e sem regularização fundiária.
Por ser uma região em geral caracterizada por uma ocupação desordenada do solo, faz-se necessária a intervenção do poder público e, de preferência, logo no início, quando a favela começa a se instalar.
O grande problema é que as favelas se instalam sem a orientação ou fiscalização. Habitações, às vezes, sub-humanas, são construídas sem as instalações de água e energia, esgoto, coleta de lixo, drenagem de águas pluviais e sem mínimos critérios urbanísticos.
As soluções para os problemas de favelas no Brasil passam necessariamente pela urbanização das já existentes e pela implantação de programas de engenharia pública, associados a projetos específicos de melhoria da qualidade de vida.
A ocorrência de favelas é uma realidade, porém o que não é aceitável é a falta de serviços públicos como saneamento básico, segurança, creches e educação ambiental, fatores indispensáveis na criação de dignidade às pessoas que vivem nesses locais.
EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Consultor e Professor
edinaldo_melo50@hotmail.com
@EdinaldoMarques (twitter)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
País do apagão
O Brasil vive numa fraca democracia. É o país das injustiças, das leis mortas, da corrupção escandalosa, da impunidade, da falta de educação de qualidade, do caos na saúde, da insegurança, dos soterrados e desabrigados das chuvas, dos apagões de energia. Será que também é o país dos sem cabeça?
Costumamos dizer que as pessoas por aqui são maravilhosas. O problema é a qualidade do que elas pensam - se é que pensam, e aquilo que cai no imaginário e passam a achar verdade.
Somente conhecemos três verdades absolutas: 1ª) todas as pessoas morrerão um dia; 2ª) mudança – é preciso mudar sempre e para melhor. Aliás, isto faz parte da teoria de Darwin – todos os animais que não se adaptaram as mudanças ambientais foram extintos; 3ª) escolha – a cada momento, escolhemos algo: em quem votar, com quem casar, o que comer, o que vestir etc.
Tudo mais que acreditamos ser verdade poderá ser questionado. Depende da percepção que cada um tem. E nem sempre o mapa ou modelo mental, que está nas cabeças das pessoas, é correto. Mas elas, às vezes, não admitem questionamento. Nem sabem que se movem a partir de seus mapas mentais. Para evoluirmos é preciso começar a pensar sobre o próprio pensamento, caso contrário, jamais sairemos do "atoleiro"?
Vamos exemplicar melhor. Se alguém disser que existe vida após a morte – como alguns defendem esta tese, poderá aparecer alguma pessoa para questionar. E o defensor da tese não terá como provar, pois ainda não morreu. Logo, isso é apenas uma crença, que poderá ser questionada. Quase tudo é questionável.
O Brasil vai continuar a ser sempre o país dos sem terra, sem teto, sem comida, sem saúde, sem educação, sem água, sem luz, sem estradas confortáveis e seguras, sem justiça social, enquanto não adotar um processo cultural de administração, que foque primeiro a eficácia e depois a eficiência. Deve começar pelas pessoas, nas famílias e se estender às empresas/organizações, nas políticas públicas e sociedade de um modo geral. Não há outro caminho para mudar os resultados atuais.
EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Consultor e Professor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Como pode dar certo?
Em pleno século XXI, governos administram com pontos de vista do início do século XX, quando os problemas e a velocidade com que surgiam eram bem menores.
Hoje, a questão é diferente. Para que as inúmeras dificuldades do cotidiano possam ser vencidas, é necessário mudar o ponto de vista e adotar um processo que seja eficaz. Sem isto, não haverá saída. Pode-se até avançar aqui e ali, mas não o suficiente para chegar ao equilíbrio desejado.
Pessoas em geral e dirigentes públicos insistem em falar em eficiência nas ações. Este foi o paradigma da era industrial. Agora na era digital e da velocidade do conhecimento o paradigma é outro. Antes de eficiência, deve-se agir com eficácia. Precisa-se colocar corpo e mente no presente, senão, vai se continuar a enxugar gelo. Como pode dar certo?
Infelizmente, não querem perceber que a origem da falta de soluções sustentáveis dos problemas está na forma de enxergá-los e dos sistemas ou processos incompletos. O foco principal dos governos tem sido o poder e, consequentemente, entram interesses que atrapalham as decisões.
Caos na saúde, educação de baixa qualidade, insegurança, apagão de energia, falta de água, drogas se espalhando, engarrafamentos urbanos, “apagão” nos aeroportos...O que mais falta acontecer?
Quem dirige órgãos na administração pública deveria passar por um processo de coaching. Assim, saberia o que e como fazer para mudar os atuais resultados.
Edinaldo Marques
Engº Civil e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Já planejou 2013?
Faltam poucos dias para encerrar o ano de 2012. Já é tempo das pessoas, empresas e órgãos públicos começarem a pensar em planejar 2013. Lógico que um planejamento de médio e longo prazos poderá ser mudado, mas mesmo assim é importante ser elaborado, pois cria uma direção, a fim de que as escolhas possam ser as mais importantes e corretas. Afinal, qualquer pessoa, empresa ou organização precisa saber aonde quer chegar para aumentar as chances de atingir o que deseja.
Um planejamento eficaz começa, primeiro, pela identificação dos valores que cada um considera ser realmente importante. É fundamental ter clareza em relação a missão e a visão, seja no campo pessoal, empresarial ou público.
Que valores você escolhe? Educação, saúde, segurança, consideração, coragem, família, respeito, responsabilidade, sabedoria, qualidade...? O que mais? É importante fazer o autoconhecimento e responder a seguinte questão: o que realmente você quer na vida: riqueza? poder? tranquilidade? O quê mais?
Além de descobrir e escolher os valores é necessário que faça uma declaração esclarecedora de cada um deles. Coloque tudo isto no papel. Esta simples decisão aumenta o compromisso pessoal, cria propósito mental e facilita o foco no dia-a-dia.
Segundo, estabeleça metas de pequeno, médio e longo prazos. Escreva-as, também, no papel, e, como se tratam de metas, fixe os prazos para o início e fim. Divida-as em partes factíveis e seja persistente no sentido de alcançá-las. É bom lembrar que: “Persistir é o que torna o impossível em possível... O possível em provável e o provável em definitivo” (Robert Half, escritor americano).
Terceiro, a cada semana a partir de 2013, defina os papeis que irá cumprir – suas diversas funções (por exemplo, médico, empresário, político, professor, palestrante...), e nunca se esqueça de priorizar o papel “eu” – corpo, mente, coração e espírito, ou seja, cuidar de você mesmo. O planejamento semanal pode ser feito no início de cada semana. Nesse momento, identifique aquilo que for mais importante a ser feito na semana e faça a sua programação.
Quarto, planeje e aja a cada dia de 2013. No início do dia, antes de começar a fazer algo, revise o que não pode deixar de ser feito naquele dia. Para isto, você vai gastar entre 5 e 10 minutos.
Por último, adote uma ferramenta apropriada, que melhor se adapta ao seu estilo de vida, a fim de facilitar na execução de suas metas. Pode ser, por exemplo, uma agenda, tablet, palm top, notebook, smart fone...
Isso tudo ajudará, para que se faça aquilo que realmente é mais importante, seja na vida pessoal, empresarial ou pública. Sucesso a todos(as)!
EDINALDO MARQUES
Engº Civil, Professor, Consultor e Palestrante
@EdinaldoMarques
facebook.com/EdinaldoMelo
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Pavimentos e desperdícios
Tanto para o erário público, como para os usuários, há desperdício de dinheiro no uso dos pavimentos “doentes” de Maceió.
Quem dirige nas ruas e avenidas da capital precisa redobrar a atenção com os buracos e armadilhas existentes nos asfaltos. São muitas irregularidades e patologias, que se manifestam bem antes do tempo previsto (no mínimo, 15 anos). Para os motoristas os defeitos provocam desconforto, aumentam a possibilidade de colisões e danificam os veículos.
Pavimento é uma estrutura projetada e construída para resistir aos esforços do tráfego. Há um período do ano – verão, que deve ser aproveitado para fazer conservação preventiva e corretiva, a fim de preparar as vias para as chuvas.
A falta das ações necessárias com adoção dos “remédios” corretos e de mínimos investimentos durante o verão encarecem as soluções após o inverno. Quem paga a conta da falta de planejamento, organização, decisão e proatividade no poder público é a população com impostos que poderiam ser investidos em outros serviços.
Essa é uma questão que se arrasta à décadas. Quando haverá mudança de mentalidade?
Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com
Trânsito em Maceió
O crescente caos no trânsito de Maceió não deve ser tratado com amadorismos, “achismos” ou improvisações. Exige profissionalismo técnico, administrativo, integridade e soluções, que para serem corretas precisarão partir de paradigmas também corretos. Caso contrário, jamais chegar-se-á a uma condição satisfatória.
Alguns dados são essenciais para um planejamento de transportes e trânsito, como por exemplo, o número diário de viagens e suas origens-destinos. Outro ponto muito importante é considerar como prioridade o transporte público de massa e os meios não motorizados de mobilidade – deslocamentos a pé e de ciclistas.
Sem visão sistêmica e sem buscar integração das modalidades de transportes, obras isoladas não atenderão ao objetivo. O planejamento precisa ser para toda a cidade. A partir daí, elaborar projetos, sequenciar as obras, ações e intervenções necessárias de acordo com prioridades e orçamentos disponíveis.
Pode-se fazer um brainstorm e/ou audiências públicas para ouvir a população em geral, coletar ideias e/ou propostas, envolver as pessoas e permitir que participem das soluções. Mas as definições ou decisões finais precisam ser técnicas, administrativas e eficazes, para que atendam ao esperado.
Não é só com uma licitação pública de linhas de ônibus ou implantação de VLT na avenida Fernandes Lima que se vão resolver os problemas. Fatores como educação, fiscalização eficiente, semáforos interligados com ondas verdes, melhoria nos pavimentos das vias, intervenção em pontos críticos com soluções específicas, sinalização constante em pontos de passagem de pedestre, uso da tecnologia, redes de comunicação etc, são fundamentais para um bom funcionamento do trânsito.
Com interesses não confessáveis, visão distorcida, desvios de conduta, falta de confiança da população nos dirigentes, coragem para adotar o caminho certo, jamais haverá as respostas esperadas pela população em geral – motoristas, pedestres, ciclistas, motociclistas e deficientes físicos.
Edinaldo Marques
Engº Civil, Professor e Consultor
@EdinaldoMarques
edinaldo_melo50@hotmail.com
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