terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Como planejar seu ano de 2010?


Primeiro, as pessoas não devem planejar apenas o próximo ano de 2010, mas montar um plano pessoal para um ano, dois, cinco, dez, quinze e vinte anos. Se quiserem, ainda podem ir mais além. Lógico que um planejamento de longo prazo poderá ser mudado, mas cria uma direção, para que as escolhas pessoais possam ser pautadas. Afinal, cada um precisa saber aonde quer chegar para aumentar as chances de atingir o que deseja.
Um planejamento pessoal e eficaz começa pela descoberta dos valores, daquilo que cada pessoa considera ser realmente importante. Como disse Elvis Presley: “Valores são como impressões digitais. Ninguém tem os mesmos, mas você os deixa em tudo o que faz”.
Afinal, o que você valoriza? O amor, a compaixão, a consideração, a coragem, a ética, a família, a gratidão, a lealdade, a paciência, o respeito, a responsabilidade, a sabedoria, a saúde ...? O que mais? Ou seus valores são contrários a tudo isso que foi citado? Faça seu autoconhecimento e responda a seguinte questão: o que realmente quer na vida ou da vida: Riqueza? Poder? Tranquilidade e paz de espírito com um mínimo de segurança financeira e profissional? O quê?
Além de descobrir os valores é necessário que se faça uma declaração esclarecedora de cada um deles. Isto aumenta o compromisso pessoal, para que sejam colocados em prática no dia-a-dia. Mas, esta declaração é feita de você para você. É como se cada um conversasse consigo.
Segundo, estabeleça suas metas de pequeno, médio e longo prazos. Escreva-as no papel, e, como se tratam de metas, fixe prazos, divida-as em partes factíveis, use uma estratégia e seja persistente no sentido de alcançá-las. É bom lembrar que: “Persistir é o que torna o impossível em possível... O possível em provável e o provável em definitivo” (Robert Half, escritor americano).
Terceiro, a cada semana a partir de 2010, defina os papéis que irá cumprir e nunca se esqueça de priorizar o papel “eu comigo mesmo”. Vai ser necessário você estar bem nas quatro saúdes – física, mental, emocional e espiritual, para que possa executar os demais papéis, por exemplo, administrador, consultor, presidente, professor, pai, amigo..., com bom desempenho.
O planejamento semanal deve ser feito no início de cada semana (domingo, no final da tarde, ou segunda, no início do trabalho). Nesse momento, identifique aquilo que for mais importante a ser feito naquela semana e faça a sua programação.
Quarto, planeje e aja a cada dia de 2010 e nos demais de toda a vida. No início do dia, antes de começar a fazer algo, revise o que não pode deixar de ser feito naquele dia.
Por último, adote um sistema apropriado, que melhor se adapta ao seu estilo de vida, para auxiliar na execução de suas metas. Pode ser uma agenda, palm top ou um notebook.
Se preferir, use a tecnologia hoje disponível para organizar seus múltiplos compromissos. Mas, lembre-se: “A tecnologia e suas ferramentas são úteis e poderosas quando elas são seus servos e não seus mestres” (Stephen R. Covey).
Agora, não se esqueça: para ter sucesso e alcançar a felicidade é preciso identificar, focar e executar suas maiores prioridades. Feito isto, sobrará tempo para fazer outras coisas menos importantes. “As coisas mais importantes nunca devem ficar à mercê das menos importantes” (Goethe).

EDINALDO MARQUES
Engenheiro Civil, Professor da Ufal, Consultor e Palestrante

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pessoa completa


Boa parte dos gestores somente consegue enxergar seus subordinados pelo que produzem ou deixam de produzir no trabalho, isto é, como um recurso. Tanto que na maioria das empresas os departamentos que cuidam das pessoas se chamam RHs, ou seja, departamentos de recursos humanos, quando, na realidade, poderiam se chamar departamentos de desenvolvimento de talentos.
Os gestores, muitas vezes, não vêem o colaborador ou servidor como uma pessoa completa. Quando as pessoas são tratadas como se fossem coisas não colocam todo o seu potencial, entusiasmo, engenhosidade, lealdade e criatividade à disposição da obtenção dos objetivos da empresa.
Qualquer profissional é, antes de mais nada, um ser humano. Alguém que tem corpo, coração, mente e espírito. Portanto, possui necessidades essenciais como viver, amar, aprender e deixar um legado.
Este é o paradigma da pessoa completa, que reconhece os seres humanos não como coisas que precisam ser motivadas e controladas. Pelo contrário, as pessoas possuem características especiais e exclusivas da natureza humana.
O momento que vivemos é, às vezes, tão focado em resultados, que leva alguns gestores a esquecerem que lidam com pessoas cheias de emoções e de sentimentos. Pensamos, então, não ser necessário procurar entender a alma humana. Achamos que isto é perda de tempo. Ficamos tão estressados e obsecados em alcançar as metas e os objetivos traçados, que nos esquecemos de trabalhar o coração e a mente dos nossos colaboradores.
Poderemos até ter as melhores instalações, equipamentos, softwares, sistemas etc., mas tudo isto não é o principal. O mais importante mesmo são as pessoas que compõem a empresa. Como elas se sentem no desenvolvimento de suas tarefas. Se não houver paixão de verdade pelo que fazem, jamais os resultados serão os melhores que poderiam ser alcançados.
Para aqueles que pensam que isso é “romantismo organizacional”, vejam o que disse Jack Welch, ex-diretor executivo da General Eletric, considerado por muitos como um dos executivos de maior destaque do século XX: “Antes de se tornar um líder, o sucesso resulta de seu desenvolvimento. Quando você se torna um líder, o sucesso resulta do desenvolvimento de outras pessoas”.
Nós estamos na era do conhecimento e do capital humano. Neste momento, o grande diferencial está no ativo humano. Os gestores que não entenderem isso, vão conseguir fazer alguma coisa, porém, jamais conseguirão fazer as melhores ações, que garantam a sustentabilidade de suas empresas.
Uma das decisões mais acertadas dos gestores é perseguir a quebra de paradigmas para si mesmos e para as pessoas que fazem parte de sua organização. Este é um segredo importante para um mundo onde uma das poucas realidades absolutas é a necessidade de mudança. Não adianta mudar apenas atitudes e comportamentos. A verdadeira mudança somente ocorre quando se muda o paradigma.

EDINALDO MARQUES
Engenheiro Civil, Professor, Consultor e Palestrante

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ideias inovadoras


É raro alguém propor algo novo num órgão público e, até mesmo, em empresas privadas. Em geral, o que vemos é uma repetição de procedimentos administrativos costumeiramente aplicados. Algumas ideias, que poderiam ser fantásticas, são logo abortadas. Quando surge um servidor ou colaborador, que lança uma proposta diferente, logo aparecem aqueles que preferem continuar fazendo o de sempre. E a ideia, por vezes inovadora, morre ainda no seu início.
Precisamos estar preparados para analisar qualquer sugestão que surja, seja ela de um servidor do alto escalão, seja de um outro numa escala hierárquica inferior. A capacidade de ouvir e entender com clareza aquilo que está sendo proposto é uma das características essenciais de um administrador.
A seguir, vejam a seguinte história: “Em uma faculdade de medicina, certo professor propôs à classe a seguinte situação:
– Baseados nas circunstâncias que vou enumerar, que conselho vocês dariam a esta senhora grávida do quinto filho? O marido sofre de sífilis e ela de tuberculose. Seu primeiro filho nasceu cego e o segundo morreu. O terceiro nasceu surdo. O quarto é tuberculoso e ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez. Que caminho a aconselhariam tomar?
Com base nesses fatos, a maioria dos alunos concordou que o aborto seria a melhor saída para ela. O professor, então, disse aos alunos:
– Os que disseram sim à ideia do aborto, saibam que acabaram de matar o grande compositor Ludwig van Beethoven”.
No ambiente dos órgãos públicos e de empresas privadas, também pode acontecer o mesmo. As pessoas raramente acreditam ou apóiam algo que foge a rotina. A turma do contra sempre aparece para dizer que isso ou aquilo não dará certo. Mas, para obtermos um grande resultado, é preciso ouvir, inovar, dedicar tempo, perseverança, tenacidade e entusiasmo.

EDINALDO MARQUES
Engenheiro Civil, Professor da Ufal, Mestre em Administração, Consultor e Palestrante

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Por que sonho?


Enquanto eu viver vou sonhar. E mais do que isto: vou procurar realizar, fazer o bem. Entendo que desta forma cumpro com a missão que Deus me confiou.
Jamais hesitarei em dar opinião sobre qualquer coisa. Porém, antes, faço uma reflexão consciente, procuro entender melhor a questão, ouvir pessoas, e chegar a uma dada conclusão. Se me torno vulnerável por emitir opiniões, como alguns acham, respeito, mas tenho uma opinião diferente. Entendo que, como cidadão e profissional, é necessário ter a coragem de expor o que penso e tentar contribuir com a mudança de paradigmas, com um Brasil melhor, mais justo, mais humano, ético, com igualdade social.
Cada pessoa tem seus chips mentais. Eu tenho os meus. Mas é preciso questioná-los sempre. Será que não posso substituir um chip por outro melhor? Claro que sim. Não só posso, como qualquer pessoa também pode. O chip é uma espécie de mapa ou modelo mental. Isto pode garantir o seu sucesso ou torná-lo uma pessoa derrotada. As conseqüências de um ou muitos chips estragados na mente, leva qualquer pessoa a tirar conclusões equivocadas, fazer escolhas erradas.
Fico indignado em ver o meu país com um solo tão agricultável, ter um alto contingente de pessoas passando fome. Pessoas que vivem numa miséria inaceitável.
Ouço falar em cultura de paz, segurança...! Mas como? Com tanta concentração de riquezas em poder de uma minoria, com milhões de brasileiros à margem das condições mínimas de vida, parece impossível!
Por que isso acontece? Será que faltam políticas públicas que possam mudar esse quadro? Claro que sim. Mas, além disso, falta uma execução eficaz das mesmas. O que mais falta?
A resposta é simples e, ao mesmo tempo, difícil de ser encontrada no país. É muito raro identificar um líder verdadeiro ocupando uma posição de decisão. Alguém que lidere pelo caráter e pelos valores que coloca em prática, servindo de exemplos. Não adianta apenas falar. O principal mesmo é o fazer.
Para isto, não precisa de títulos. Não é com cursos de graduação, pós-graduação em nível de mestrado, doutorado ou pós-doutorado, que se aprende a liderar de verdade. É sendo mais humano.
A liderança é exercida pela energia do coração. Ou melhor, o coração é apenas uma bomba para entrada e saída do sangue. Vou ser mais preciso: a gente lidera com a energia da mente, usando, simultaneamente, as duas mentes: emocional e racional.
A história registra alguns líderes autênticos. O maior deles é Jesus Cristo. Posso citar outros, como Benjamim Franklin, Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King, Gandhi etc. Na relação citada, todos lideraram pelo caráter, pelo exemplo.
O que é lamentável é “ter pessoas que não dão certo como gente” (Francisco de Assis). Afinal, de que é feito o ser humano?

EDINALDO MARQUES
Professor da UFAL, Engenheiro Civil, Consultor e Palestrante

Busque sua motivação


A motivação é uma energia que utilizamos para atingir nossos sonhos, metas, objetivos, desafios e necessidades individuais.
Para usar toda essa energia, tanto na vida pessoal como no trabalho, é preciso saber buscar diariamente.
Os motivos que impulsionam as pessoas a agir de determinada forma variam de acordo com o pensamento. Logo, o maior segredo para encontrar a motivação, ter uma vida mais produtiva, feliz e de mais sucesso, é cuidar daquilo que pensamos e sentimos, melhorar a qualidade do “combustível” intelectual, focar o que nos deixa alegres e realizados, descobrir aquilo que damos mais valor em nossas vidas.

EDINALDO MARQUES
Professor da Ufal, Consultor e Palestrante

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sinergia nas organizações


Nem sempre o gestor tem à disposição a quantidade necessária de pessoal para executar um determinado projeto ou objetivo. Então, como executá-lo dispondo de menos pessoas? Esta situação é comum, tanto em empresas privadas, como no serviço público. Porém, mesmo nessas condições, é possível atingir os resultados desejados desde que a estratégia seja correta.
Esse tipo de desafio pode ser vencido com um plano de gestão eficaz do comportamento pessoal e da equipe de trabalho. Se pararmos para pensar verificaremos que no dia-a-dia de nosso trabalho fazemos muitas coisas que não precisariam ser executadas. Portanto, temos que descobrir o que não fazer. Quando partimos para fazer tudo ao mesmo tempo, deixamos de cumprir aquilo que é extremamente importante.
Alguns fatores são essenciais para o sucesso de uma gestão que tem carência de pessoal: equilíbrio, concentração, comunicação eficaz, dinamismo e sinergia.
Se conseguirmos manter o foco, executar o que está na agenda diária e semanal de trabalho, teremos dado o primeiro passo. O segundo passa pela valorização das pequenas coisas como fator motivacional. Isto depende essencialmente do gestor. Uma equipe motivada pode render muitas vezes mais do que uma outra numericamente maior.
Quantas vezes em jogos de futebol equipes que possuíam menos jogadores em campo conseguiram vencer outras que estavam completas? E por que isto ocorreu? Três coisas: estratégia, motivação e trabalho em equipe. Em síntese, sinergia.
O problema é que alguns gestores não conseguem criar um ambiente de trabalho de confiança, motivado e com boas relações interpessoais. Ficam simplesmente sentados aguardando os resultados, limitando-se única e exclusivamente a assinar documentos elaborados por outros.

EDINALDO MARQUES
Professor da UFAL, Mestre em Administração, Consultor, Palestrante e Membro da Academia Maceioense de Letras

Pessoa completa


Boa parte dos gestores somente consegue enxergar seus subordinados pelo que produzem ou deixam de produzir no trabalho, isto é, como um recurso. Tanto que na maioria das empresas os departamentos que cuidam das pessoas se chamam RHs, ou seja, departamentos de recursos humanos, quando, na realidade, deveriam se chamar departamentos de desenvolvimento de talentos.
Os gestores, muitas vezes, não vêem o colaborador ou servidor como uma pessoa completa. Quando as pessoas são tratadas como se fossem coisas não colocam todo o seu potencial, entusiasmo, engenhosidade, lealdade e criatividade à disposição da obtenção dos objetivos da empresa.
Qualquer profissional é, antes de mais nada, um ser humano. Alguém que tem corpo, coração, mente e espírito. Portanto, possui necessidades essenciais como viver, amar, aprender e deixar um legado.
Este é o paradigma da pessoa completa, que reconhece os seres humanos não como coisas que precisam ser motivadas e controladas. Pelo contrário, as pessoas possuem características especiais e exclusivas da natureza humana.
O momento que vivemos é, às vezes, tão focado em resultados, que leva alguns gestores a esquecerem que lidam com pessoas cheias de emoções e de sentimentos. Pensamos, então, não ser necessário procurar entender a alma humana. Achamos que isto é perda de tempo. Ficamos tão estressados e obsecados em alcançar as metas e os objetivos traçados, que nos esquecemos de trabalhar o coração e a mente dos nossos colaboradores.
Poderemos até ter as melhores instalações, equipamentos, softwares, sistemas etc., mas tudo isto não é o principal. O mais importante mesmo são as pessoas que compõem a empresa. Como elas se sentem no desenvolvimento de suas tarefas. Se não houver paixão de verdade pelo que fazem, jamais os resultados serão os melhores que poderiam ser alcançados.
Para aqueles que pensam que isso é “romantismo organizacional”, vejam o que disse Jack Welch, ex-diretor executivo da GE – General Eletric, considerado por muitos como um dos executivos de maior destaque do século XX: “Antes de se tornar um líder, o sucesso resulta de seu desenvolvimento. Quando você se torna um líder, o sucesso resulta do desenvolvimento de outras pessoas”.
Nós estamos na era do conhecimento e do capital humano. Neste momento, o grande diferencial está no ativo humano. Os gestores que não entenderem isso, vão conseguir fazer alguma coisa, porém, jamais conseguirão fazer as melhores ações que garantam a sustentabilidade de suas empresas.
Uma das decisões mais acertadas dos gestores é perseguir a quebra de paradigmas para si mesmos e para as pessoas que fazem parte de sua organização. Este é um segredo importante para um mundo onde uma das poucas realidades absolutas é a necessidade de mudança. Não adianta mudar apenas atitudes e comportamentos. A verdadeira mudança somente ocorre quando se muda o paradigma.

EDINALDO MARQUES

Professor da Ufal, Consultor e Palestrante